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Médicos param em pelo menos 12 Estados contra programa federal

Os profissionais são contra a contratação de médicos estrangeiros e cobram a criação de uma carreira de Estado

23 jul 2013 - 16h53
(atualizado às 16h57)
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Médicos de mais de pelo menos 12 Estados paralisaram nesta terça-feira o atendimento em hospitais da rede pública em manifestação contra o Programa Mais Médicos e os vetos ao projeto de lei que regulamenta a medicina, conhecido como Ato Médico. O atendimento a casos de urgência e emergência estão mantidos, segundo informaram sindicatos da categoria. Em alguns estados, os profissionais participaram de atos públicos.

Um dos objetivos do Programa Mais Médicos é contratar profissionais estrangeiros para trabalhar no interior do País e nas periferias das grandes cidades, sem precisar passar pelo exame de revalidação dos diplomas.

Em Salvador (BA), os manifestantes usavam camisetas pedindo que o ministro fosse para Cuba, numa referência à proposta do governo de trazer médicos estrangeiros - entre eles cubanos - para trabalhar no Brasil
Em Salvador (BA), os manifestantes usavam camisetas pedindo que o ministro fosse para Cuba, numa referência à proposta do governo de trazer médicos estrangeiros - entre eles cubanos - para trabalhar no Brasil
Foto: Romildo de Jesus / Futura Press

Em Mato Grosso do Sul, cerca de 350 médicos se reuniram em uma passeata pela principal avenida da capital, Campo Grande, de acordo com o sindicato dos profissionais do Estado. O presidente do sindicato, Marco Antônio Leite, disse que houve boa adesão à paralisação e criticou o Mais Médicos. "Entendemos que não há falta de médicos no Brasil, há descentralização nas regiões. Acreditamos que a maneira eficaz para resolver isso é criação de uma carreira de Estado para médicos se fixarem nas regiões mais afastadas dos centros urbanos", disse.

Em Minas Gerais, os médicos se reuniram em frente à uma faculdade de medicina de Belo Horizonte para um ato público. De acordo com o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, também houve adesão de profissionais da rede privada à paralisação. Em Goiás, o balanço do sindicato é que mais de 50% dos médicos do Estado paralisaram as atividades. Os que estão trabalhando atendem os casos de urgência e emergência.

Em Pernambuco, os médicos que paralisaram as atividades estiveram em ato público pela manhã em frente ao Hospital da Restauração, na capital Recife, o maior da rede pública do Estado. Os manifestantes chegaram a fazer o enterro simbólico do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Na Bahia, foram suspensos os atendimentos da rede pública e privada, incluindo aos planos de saúde, exceto as urgências e emergências. Na capital, Salvador, durante a tarde, os profissionais fazem uma feira da saúde com aferição da pressão e de glicose e expõem à população os motivos da paralisação.

No Distrito Federal, os médicos optaram por não parar as atividades e fazem uma operação padrão, em que reduziram o ritmo do atendimento. As paralisações estão marcadas para os dias 30 e 31, quando os profissionais do Distrito Federal vão suspender o atendimento a consultas e cirurgias eletivas (agendadas).

Há paralisação também no Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará, Acre, Paraná e Amazonas. A atividade segue o calendário estabelecido pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam) em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB). Estão agendadas paralisações para os próximos dias 30 e 31 deste mês.

O Ministério da Saúde, por meio da assessoria de imprensa, informou que lamenta a paralisação dos médicos por afetar serviços prestados à população. Diz ainda que permanece aberto ao diálogo, tal como ocorre desde o início dos debates sobre o Programa Mais Médicos.

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Agência Brasil Agência Brasil
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