Medicina, direito e Poli rejeitam programa do governo de cotas na USP

As três unidades mais tradicionais da USP se dizem favoráveis às cotas, mas são contra a proposta do governo estadual

12 abr 2013
08h52
atualizado às 08h52
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As faculdades de Medicina, Direito e a Escola Politécnica (Poli) - as principais unidades da Universidade de São Paulo (USP) - rejeitaram a adoção de cotas por meio do Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Público Paulista (Pimesp), proposto pelo governo estadual. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, as unidades se posicionaram favoravelmente à adoção de uma política de cotas, com metas a serem alcançadas, mas não como o Pimesp projeta.

O porta-voz do Pimesp, Carlos Vogt, admite que o programa precisa de mais reflexão e a adoção pode ser adiada. O governo queria as cotas em vigor já no próximo vestibular. A discordância principal é a criação de um college - curso semipresencial de dois anos pelo qual parte dos cotistas passaria. Na USP, as unidades têm até quinta-feira para se pronunciar. A Poli rejeitou a medida em reunião na quinta-feira. Na Faculdade de medicina, além de rejeitar o Pimesp, foi proposto que a USP crie um programa de avaliação continuada para encontrar os melhores alunos nas escolas. Para a Faculdade de Direito, o programa não atende aos "objetivos de democratização do acesso à universidade".

Fonte: Terra
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