Mais Médicos é 'escravidão', afirma presidente de entidade portuguesa

2 ago 2013
09h02
atualizado às 11h23
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Para o presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, José Manuel Silva, o programa Mais Médicos, lançado pelo governo para levar profissionais ao interior do País e a periferias das grandes cidades, funciona como uma espécie de escravidão. Ao contrário da expectativa da gestão de Dilma Rousseff, Silva diz que não há interesse dos portugueses no programa. Segundo o jornal Folha de S. Paulo apurou nos consulados, apenas 44 médicos do país se inscreveram.

"É uma espécie de escravidão. O médico está preso ao local para onde foi contratado e não pode sair dali, não tem seu título reconhecido, é como alguém que vai para um país e lhe retiram o passaporte e ele não pode sair dali", disse Silva à Folha. Segundo ele, os médicos estrangeiros contratados em Portugal são submetidos a um exame de conhecimentos médicos e, caso aprovados, podem circular em qualquer região do país. Silva diz que o Brasil poderia atrair aposentados, que não têm muitas alternativas de emprego. "Mas não sei se haverá médicos com capacidade de se adaptar a condições de trabalho iguais às de Portugal de cem anos atrás", criticou.

Entenda o 'Mais Médicos'
- Profissionais receberão bolsa de R$ 10 mil, mais ajuda de custo, e farão especialização em atenção básica durante os três anos do programa.
- As vagas serão oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, interessados em atuar nas regiões onde faltam profissionais.
- No caso do não preenchimento de todas as vagas, o Brasil aceitará candidaturas de estrangeiros. Eles não precisarão passar pela prova de revalidação do diploma
- O médico estrangeiro que vier ao Brasil deverá atuar na região indicada previamente pelo governo federal, seguindo a demanda dos municípios.
- Criação de 11,5 mil novas vagas de medicina em universidades federais e 12 mil de residência em todo o País, além da inclusão de um ciclo de dois anos na graduação em que os estudantes atuarão no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Fonte: Terra
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