Fé e sangue na Terra Santa: o conflito árabe-israelenses

4 mai 2018
16h34
atualizado às 16h36
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A chamada Terra Santa, a Terra da Promissão da Bíblia, é geograficamente bem pequena. Compreende mais ou menos uns 30 mil km², estendendo-se verticalmente do sul do Monte Líbano até o Deserto de Neguev e, horizontalmente, das costas do Mar Mediterrâneo até às margens do Rio Jordão, que depois de alimentar o Lago da Galiléia, deságua no Mar Morto.

Foto: iStock

Apesar de ser apontada pelos antigos profetas como a terra do maná, onde o alimento, por assim dizer, caía do céu, a escassez era geral. As poucas glebas agrícolas existentes permitiam uma colheita de grãos que, devido a modéstia das chuvas,  nunca se caracterizou pela abundância ou pela prodigalidade, enquanto que nas áreas pedregosas mais elevadas  criavam-se carneiros e ovelhas.

Se a região, sob o ponto de vista material, foi sempre modestíssima, quase que permanentemente assoladas pela pobreza, o mesmo não se pode dizer sobre o que ela representou na imaginação religiosa dos homens. Não há nem nunca houve, em mais de 5 mil anos de história, um território tão disputado e tão conflagrado como a região da antiga Judéia e a  Palestina. Ali, por séculos,  os deuses e seus profetas, das mais variadas origens e procedências, disse a mitologia,, lutaram entre si, em impressionantes e sangrentas batalhas teológicas  pela conquista dos corações e das mentes dos homens, fazendo a Terra Santa, se bem que engendrasse maravilhas,  terminasse dando abrigo à fanatismos e, igualmente, fosse fonte de interminável discórdia entre  os povos semitas, os descendentes de Abraão (que teria chegado à região circa de 1.850 a .C.).

Sagrada para os três

Para os judeus, provavelmente os seus mais antigos habitantes, ela é a Eretz Israel, a terra dada por Jeová ao Povo Eleito, tendo a cidade de Jerusalém, cujo terreno original foi tomado dos filisteus pelo rei Davi, como sua eterna capital (circa do ano 1.000 a.C.). Ela é a Terra da Promissão, o local que Deus apontou a Moisés como o lar definitivo dos judeus,  logo que eles conseguiram escapar do Egito, onde eram mantidos como escravos pelo faraó. Esta relação dos judeus com sua terra assumiu com os tempos um aspecto místico que fazia com que embora eles fossem desterrados varias vezes por inimigos poderosos ( babilônios ou romanos), sempre que estavam na Diáspora encontraram uma maneira de voltar ao seu solo sagrado, local onde o rei Salomão construiu o Primeiro Templo, símbolo integrador das 12 tribos de Israel( circa de 950 a.C.)

Para os cristãos, a Terra Santa é duplamente sagrada. Jesus Cristo, o  messias, o Salvador,  aquele que, além de anunciar a chegada do Reino dos Céus, sacrificou-se pelo bem da humanidade inteira, nasceu e nela foi crucificado. O filho de Deus veio ao mundo em Belém, cresceu em Nazaré, pregou na Galiléia e padeceu na cruz em Jerusalém ( circa do ano 33). Local, de onde logo ressuscitou para vir animar seus discípulos a que seguissem na difusão do Evangelho. Apegados ao Novo Testamento, escrito por quatro apóstolos ( a partir da segunda metade do século I), todas as referências que os cristãos neles encontram sobre a vida de Jesus fazem referência à Terra Santa, região da qual  Cristo jamais saiu, sendo que todos os seus passos evangelizadores bem como o calvário que percorreu,  foram, três séculos depois da sua morte, reconstituídos por Helena ( circa de 327-8), a mãe do imperador Constantino que se convertera a nova fé no ano de 313. Enquanto em Belém encontra-se a Igreja da Natividade, em Jerusalém acha-se o Santo Sepulcro, o local em que Jesus Cristo foi descido da cruz e onde abrigaram o seu corpo numa pequena caverna.

Por último, ela é também  a Terra Santa  dos muçulmanos, visto que foi do alto do Domo da Rocha, conhecida depois como a Esplanada da Mesquita,  que o profeta Maomé, em espirito, foi encontrar-se com Alá nos céus, no episódio da Jornada Noturna do Profeta. Exatamente naquele espaço santo, inundado de fé, é que o califa Omar, a partir de 638, logo que  ocupou pacificamente Jerusalém ( chamada de Al-Quds pelos maometanos), em mãos do Patriarca Sofrônio,    determinou a construção da estupenda Masjid Al-Aqsa, a Mesquita Al-Aqsa,  terminada em 705,   para que o esplendoroso templo se tornasse um centro de celebrações islâmicas. Com o tempo, Jerusalém serviu como um alternativa aos fiéis islâmicos que não podiam cumprir com a Hégira, a peregrinação à Meca, berço da religião maometana, fazendo com que o Nobre Santuário e sua magnífica cúpula dourada, que brilha como um sol artificial,  servisse de guia e de farol para todos os que quisessem alcançar Jerusalém.

Glória a Ele | Que atenta para o seu servo à noite desde a Santa Mesquita | da Primeira Mesquita | O recinto no qual nos somos abençoados e no qual nós podemos mostrar a Ele alguns dos nossos sinais | Certamente Ele é o que Tudo-ouve o que Tudo-vê.
Sura al-Isra'

Corão: 17:1

As conseqüências disso, das três grandes religiões, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, fazerem de Jerusalém e de outros sítios religiosos um lugar sagrado aos olhos dos seus seguidores espalhados pelo mundo inteiro,  inevitavelmente fez e continua fazendo com que qualquer conturbação ou conflito aberto que abale aquela região, eivada  de símbolos e sítios sagrados  por todos os lados, se torne de imediato uma questão universal. Além dessas razões de ordem teológica e espiritual, desgraçam-na também o fato da Palestina ser, geograficamente,  uma ponte de ligação entre a África e o Oriente Médio propriamente dito, fazendo dela um cobiçado lugar de passagem entre aqueles dos dois mundos, atraindo para sua conquista e ocupação os maiores generais da antigüidade ( Ramsés III, Assurbanipal II, Sargão II, Nabucodonossor, Ciro o grande, Alexandre Magno, Pompeu,  Tito, a até Napoleão Bonaparte)

Domínios sobre a Palestina

Historicamente ocupada por cananeus, hebreus, filisteus,  assírios, babilônios, egípcios, macedônicos, gregos,  romanos, bizantinos, turcos seldjúcidas, cavaleiros cruzados, mongóis, mamelucos, árabes muçulmanos, a Palestina em tempos mais recentes ficara no controle do Império Turco Otomano a partir de 1516, quando submeteu-se à administração da Sublime Porta  até o ano de 1918. Ocasião em que, ao final da Primeira Guerra Mundial, os exércitos turcos foram obrigados a recuar frente a ofensiva anglo-francesa, amparada pela revolta das tribos árabes. Toda  aquela parte do Oriente Médio, caiu então sob controle dos novos vitoriosos.

Os Tratados de Paris de 1919, reafirmados pelo Tratado de Sèvres, de 1920,  referendaram a partilha entre o Império Inglês e o Império Francês, que dividiram entre si as antigas possessões turcas. Durante os trinta anos seguintes, ignorando os desejos e autodeterminação dos povos árabes,  eles governaram a região a titulo de Protetorado, um eufemismo pseudopaternalista criado pelos diplomatas europeus depois de 1918 no afã de disfarçar a ocupação colonialista do Oriente Médio. Enquanto isso ocorria, judeus e árabes sonhavam com a possibilidade de virem a constituir no tempo mais breve possível os seus estados-nacionais independentes.

Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, em 1945, nem a França nem a Inglaterra tinham mais forças para continuar o seu domínio colonial, sendo pressionadas por americano e soviéticos, a se retirarem da região.

Dupla frustração

Durante todos aqueles anos os árabes  viram-se frustrados no desejo de conseguirem a emancipação política do chamado Retângulo Árabe ( a região que abarca a Península Arábica até o Mediterrâneo). Em 1915, por meio da correspondência Hussein-McMahon ( carta datada de 24/10/195), eles haviam obtido garantias do alto comissário inglês do Egito, que lhes assegurou que a Grã-Bretanha estava disposta “ a reconhecer e apoiar a independência dos Árabes em todas as regiões dentro dos limites requeridos pelo chefe da dinastia Hachemita, o Xerife Hussein” ( Arábia, Mesopotâmia e Síria, que abarcava  o Líbano), em troca do apoio que as tribos árabes, lideradas pelo Emir Feisal, estavam dispostas a dar na guerra que a Grã-Bretanha movia contra o Império Turco.

A mesma garantia os ingleses deram à comunidade judaica por meio da Declaração Balfour, de 9 de novembro de 1917, que afirmou ver com toda a simpatia a instalação de um Lar Nacional Judeu na Palestina. Porém, ao mesmo tempo em que faziam essas  promessas aos árabes e aos judeus, ingleses e franceses tramavam outra coisa. Em 1916, às escondidas do mundo, diplomatas representando os dois impérios, assinaram um documento em total descordo como os compromisso assumidos: o Acordo Sykes-Picot que dividia a Turquia asiática entre eles.

A Grã-Bretanha reclamava o controle da Palestina e da Mesopotâmia ( depois Iraque),  enquanto que a França ficava com o Líbano e a Síria. Como não poderia deixar de ser, uma série de amotinamentos das populações árabes começaram a conflagrar todo o Oriente Médio. Ocorreram violentas rebeliões árabes em Damasco, em Bagdá e em Jerusalém,  contra o domínio anglo-francês. Por verem a crescente presença dos judeus na Palestina como uma manobra para enfraquecer a resistência nacional, estes motins dos árabes também eram dirigidos contra as fazendas e pequenos negócios que os judeus mantinham na Terra Santa.

O Lar Nacional dos Judeus

Desde o século XIX, a comunidade judaica européia procurava uma solução para escapar do crescente anti-semitismo que se espalhava pelo Velho Mundo. A ascensão do sentimento nacionalista na Rússia, na Alemanha, na Áustria e na França, apontava os judeus como potenciais traidores da causa pátria. Desde 1882, resultado dos pogroms (atos de vandalismo anti-semita) na época do czar Alexandre III, os judeus haviam formado a Chovevei Zion ( os amantes de Sion), uma organização que promovia o retorno de famílias judaicas para a Palestina (então controlada pelos turcos).

Num primeiro momento eles contaram com o apoio do Barão de Rothshild, uma das grandes fortunas das finanças daquela época que  concordara em comprar terras na região ($ 6 milhões de libras entre 1884-1900) para restaurar o Yishuv, o antigo assentamento dos judeus na Terra da Promissão. O movimento de retorno porém, adquiriu mais peso a partir do Caso Dreyfuss (ocasião que na França, em 1894, um oficial judeu foi preso e injustamente acusado de traição) que incitou uma enorme onda de anti-semitismo na França. A isso somou-se o crescente mal-estar da comunidade judaica no lado leste da Europa, seguidamente ameaçada pelos pogroms e por perseguições racistas desencadeadas pelos grupos e partidos anti-semitas que não aceitavam a integração  dos judeus nos direitos gerais de cidadania.

Para responder a esta nova situação apreensiva, Theodor Herzen, um jornalista judeu-austríaco, no ano de 1897, organizou o Primeiro Congresso Sionista na Basiléia. Anteriormente, em 1896, ele publicara o seu livro Der Judenstaat, (O Estado Judeu), lançando os fundamentos de um futuro estado na Palestina. A questão judaica tornara-se uma questão nacional, cujo encaminhamento caberia aos próprios judeus. O fato de um número considerável de delegados judeus terem-se reunido numa cidade suíça incendiou a imaginação dos anti-semitas. Um general do serviço secreto russo fez difundir, com enorme sucesso, um pequeno livro apócrifo intitulado “ os Protocolos dos Sábios do Sião”, para denunciar a existência de um conspiração judaica mundial para dominar a terra. Desde então o Movimento Sionista assumiu o controle das chamadas aliyahs, isto é, o translado de judeus para a instalação no futuro Lar Nacional na Palestina.

Esquema da política do retorno (1882-1948)

1. Chovevei Zion (a partir de 1882)

2. Congresso Sionista da Basiléia (1897)

3. Assentamentos judaicos (1884-1939)
(aliyahs formam: kvutzah e kibutz, fazendas coletivas)

4. Lar Nacional dos Judeus
(Haganah e Irgum, corpos de auto-defesa judaica)

5. Estado de Israel (1948)

A Fundação do Estado de Israel

Não se entende a fundação do Estado de Israel, decisão adotada pela ONU em 1947, com o apoio dos Estados Unidos e da URSS, representados respectivamente por Hershel V. Johnson e Andrei Gromyko,  sem a ocorrência da grande tragédia do século XX que foi o massacre da população judaica européia nas mãos dos nazistas. Durante os anos de 1941 até 1945, aproximadamente 6 milhões de judeus pereceram nos campos de extermínio, verdadeiras fábricas de morte erguidas pelos seguidores de Hitler.

Este genocídio em massa, chamada de Holocausto, abriu as portas para que o Ocidente, em aliança com a União Soviética, chocados com a extensão do horror gerado pelo anti-semitismo nazista,  entendesse ter chegado a hora de permitir aos judeus sobreviventes a instalação deles num estado na Palestina ( ainda protetorado britânico). Pensavam com isso dar um fim nas tumultuadas e injustas relações que os cristãos mantinham com os judeus, condenados como uma nação errante, apátrida, desde que eles  foram dispersados pelo general romano Tito no ano 70, quando o Segundo Templo foi definitivamente destruído. Ao mesmo tempo em que  apoiavam e reforçavam o nascente Estados Judeu, desejavam, tanto os Estados Unidos com a URSS, enfraquecer os britânicos e as monarquias árabes aliadas deles na região.

A Resolução 181

Por determinação  da Resolução 181 da Assembléia Geral da ONU, na sessão do dia 29 de novembro de 1947, por 33 votos contra 13,  a Palestina  seria partilhada entre judeus  e árabes palestinos que formariam uma federação procurando formar um denominador econômico em comum. Além disso,  ambos os estados se comprometeriam ao cumprimento das seguintes cláusulas:

1) respeitar a integridade dos lugares santos, dos edifícios e dos sítios religiosos, sem lhes causar nenhum tipo de dano;

2) direito à liberdade de consciência e de  culto, respeitando o direito das minorias;

3) todos os  residentes na Palestina têm direito à cidadania e são cidadãos dos respectivos estados onde moram;

4 ) qualquer desavença entre eles será dirimida pela Assembléia Geral da ONU.

A partilha original

Estado Judeu - Área: 8.850 km² (55%) | População: 587 mil judeus e 397 mil árabes

Estado Árabe - Área: 7.240 km² (45%) | População: 804 mil árabes e 10 mil judeus

A catástrofe palestina

A Resolução 181, que de fato retomou com algumas alterações o plano britânico da partilha da Palestina de 1937, foi imediatamente rejeitada por todo o mundo árabe. Os palestinos entenderam a fundação de um Estado Judeu – anunciada pelo primeiro-ministro Davi Ben-Gurion em 14 de maio de 1948 -  como o prolongamento da ocupação colonialista por outros meios. Saíram os britânicos e chegaram em massa os judeus da Diáspora, apoiados pelos americanos e pelos soviéticos. Uns brancos iam embora, desembarcavam outros. O resultado disso é que eles perderam suas terras, tendo que se dispersarem pelas regiões vizinhas, ou  confinaram-se em territórios ou acampamentos muito exíguos, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Se os judeus tiveram que sobreviver no seu passado recente o terrível experimento do Holocausto, os palestinos passaram a chamar o surgimento do Estado de Israel -  defendido pelo “ muro de aço” preconizado  por Vladimir Jabotinsky, um estado forte e dotado de ímpeto colonizador – de Nakba, a Grande Catástrofe.

Situação trágica que somente piorou pois a cada guerra que os árabes perderam ao longo de mais de meio século, mais extenso e mais forte ficou o Estado de Israel ( O Tahal, o exército israelense,  é o mais poderosos do Oriente Médio e o único invicto).

Assentamentos judaicos

Situação que  se agrava ainda mais devido a política israelense de apoio aos assentamentos judaicos nas áreas palestinas, intensificada depois do Congresso Sionista de 1968. Projeto de colonização que é um foco de insatisfação permanente e de intermináveis conflitos entre ambos os povos, pois hoje já são 200 mil os colonos que estão na Cisjordânia e 6 mil os que se assentaram na Faixa de Gaza. Para manifestar sua desconformidade com o infeliz destino,  os palestinos aderiram à praticas terroristas e à espetaculares atentados cometidos pelos sahyds, os mártires, militantes suicidas que voluntariamente se oferecem para  explodirem-se em lugares públicos, vitimando civis de maneira indiscriminada. Desta forma, a solução encontrada pela ONU para resolver a Questão Judaica, por vias tortas,  engendrou a Questão Palestina, o que levou a Terra Santa a viver num permanente clima de guerra civil,  que está muito longe de encontrar a paz.

Palestinos refugiados

Território População Local Registro de refugiados (3.308.133) % de refugiados Número de campos
Líbano 3.400.000 352.668 10,4 12
Síria 14.618.393 347,391 2,4 10
Jordânia 4.139.458 1,358,706 32,8 10
Gaza 963.000 716,930 74,4 8
Cisjordânia 1.571.575 532,438 33,9 19

As guerras Árabe-israelenses e os levantes palestinos

Ano Descrição Denominação
1948 Israel contra as monarquias árabes e a republica da Síria. Resultou no alargamento do território original de Israel Guerra de Independência de Israel
1956 Israel junta-se às forças colonialistas da França e da Grã-Bretanha para uma rápida campanha contra o Egito Guerra da Crise do Suez
1967 Israel ataca de surpresa todos os seus vizinhos, chegando até o Canal de Suez. Ocupa o restante da Palestina, bem como Jerusalém oriental. Foi sua maior vitória militar até então Guerra dos Seis Dias
1973 Israel é atacado de surpresa por seus vizinhos mas rapidamente consegue contra-atacar e submeter parte do exército egípcio ao cerco. Guerra do Yon Kipur
1982 Israel invade o Líbano para destruir as bases da guerrilha da OLP. Bombardeio de Beirute e formação da Zona de Segurança na fronteira israelense-libanesa, ocupação  que se estende por vinte anos. Invasão do Líbano
1987-1993 Levante popular palestino nos territórios ocupados por Israel desde 1967 A Primeira Intifada
2000 Depois do incidente da Esplanada durante a visita do general Sharon explode um levante em massa dos palestinos nos territórios ocupados, seguidos de atentados suicidas de integrantes do Hamas e Jihad Islâmica. A Segunda Intifada
(Intifada Al Aqsa)

Bibliografia

Brissaud, Alain – Islão e Cristandade , Puma Editora, Lisboa, 1993

Friedman, Thomas L. – De Beirute a Jerusalém, Bertrand, Rio de Janeiro, 1991

Gilbert, Martin – Israel, a history, William Morrow, Nova Iorque, 1998

Hourani, Albert – Uma história dos povos árabes, Companhia das Letras, S.Paulo, 1994

Kirk, George E. – História do Oriente Médio, Editora Zahar, Rio de Janeiro, 1967

Sachar, Howard M . – A History os Israel: from de rise of zionism to our time , Alfred Knopf, Nova Iorque, 1996

Soliman, Lotfallah – Por uma história profanada da Palestina, Editora Brasiliense, S.Paulo, 1990.

Veja também

Fonte: Especial para Terra

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