Mãe vende canetas na porta do Enem para ajudar estudantes no dia da prova
Inspirada por vídeo, Aidilene Casagrande aproveitou a prova da filha para vender canetas e apoiar estudantes que esqueceram item essencial
Na manhã chuvosa deste domingo, 3, primeiro dia do Enem 2024, Aidilene Cristina Casagrande dos Santos, de 57 anos, estava em frente a um dos locais de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em São Paulo. Ela, que já trabalha como vendedora, resolveu levar um diferencial: canetas esferográficas pretas, item indispensável para os candidatos.
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Inspirada por um vídeo que viu no ano anterior, Aidilene decidiu que, este ano, acompanharia a filha Izabella, de 17 anos, que faria a prova, mas não só como mãe --ela foi como vendedora para ajudar estudantes que pudessem ter esquecido ou precisassem de uma caneta extra.
“Eu vi um vídeo ano passado de um tiktoker mostrando o sufoco de quem chega e percebe que esqueceu a caneta. E aí eu falei: ‘Eu vou vender caneta, porque sempre o pessoal esquece, não traz uma reserva’. Estava meio tímida no começo, mas comecei a oferecer, e consegui vender algumas”, contou Aidilene, que também vende pão de mel como renda extra.
Foi um sucesso de vendas: das 25 canetas que levou, até o meio-dia restavam apenas cinco, vendidas a dois reais cada. “A maioria das pessoas estava pegando uma de reserva”, observou. “Até ajudei um menino que só tinha R$ 1,25. Eu falei pra ele: ‘Pode levar’. Não ia deixar ele sem caneta na prova.”
Apesar do interesse maior ser ajudar os estudantes, Aidilene encarou a venda de canetas como uma oportunidade de estar mais próxima da experiência da filha e de contribuir com os candidatos. “Hoje é mais para ajudar mesmo. Como eu sempre digo: quem tem uma, não tem nenhuma, porque se falhar, a pessoa não consegue pedir outra na hora.”
Aidilene acompanhou a filha, Izabella Casagrande, que está determinada a entrar na faculdade de Pedagogia. A jovem estava ansiosa para a prova, especialmente pela redação. “Ela é muito boa em redação, estuda bastante. Eu falei pra ela ficar calma, que vai se sair bem”, disse a mãe, confiante.
A melhora na chuva foi um alívio para Aidilene, que chegou cedo. A mãe se despediu da filha cerca de meia hora antes do horário do fechamento dos portões, com um desejo de “boa sorte”.
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