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Educada com teoria da 'mãe tigre', jovem chega a Harvard

Educada a partir de teoria da 'mãe tigre' jovem chega a Harvard

4 abr 2011 - 19h46
(atualizado às 21h15)
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Amy Chua, conhecida nos Estados Unidos como a "mãe tigre" por sua polêmica teoria de que os pais asiáticos são superiores ao educar, demonstrou que seus estritos métodos são, de certo forma, "eficientes" com a chegada de sua filha a Harvard.

Sophia Chua-Rubenfeld, que cresceu sem jamais ter tido permissão para brincar no pátio do colégio, ver televisão ou tirar menos que a nota máxima em qualquer disciplina, foi aceita aos 18 anos na universidade de Cambridge (Massachusetts), informou nesta segunda-feira o jornal The Daily Caller". Chegar a Harvard, onde os padrões são altíssimos, é um dos sonhos de qualquer estudante de ensino médio nos Estados Unidos.

Sua mãe, professora da Universidade de Yale, ficou famosa em janeiro com a publicação do livro Battle Hymn of the Tiger Mother, que ela mesma resumiu em artigo no Wall Street Journal"=, intitulado "Por que os pais chineses são superiores". Entre as regras que Amy impunha a suas duas filhas, Sophia e Louisa, figuravam, segundo o artigo, as de nunca dormir na casa de uma amiga, brincar com alguém e escolher suas atividades extracurriculares.

Além disso, foram obrigadas a tocar piano e violino - e não se aproximar de outro instrumento - e tinham que ser as melhores alunas em todas as disciplinas, exceto em teatro e dança. Esta rígida receita, - que, segundo Amy, também é aplicada de forma parecida por alguns pais coreanos, indianos, jamaicanos, ganeses e, inclusive, irlandeses - gerou polêmica na imprensa americana, onde muitos a qualificaram de cometer excessos e, inclusive, abusos.

Outros consideraram que o ar triunfante da "mãe tigre" era prematuro, ao dar como modelo seu método educativo quando suas filhas ainda são adolescentes. Mas a chegada a Harvard de sua filha Sophia, que aos 14 anos fez sua estreia como pianista no Carnegie Hall de Nova York e cujas escritas brilhantes foram publicadas em vários meios de comunicação, promete dar um novo impulso às já bem-sucedidas vendas do livro de Amy.

"Ter você como mãe não foi uma festa", escreveu Sophia em uma réplica às críticas a Amy publicada em janeiro no New York Post, sob o título "Amo a minha estrita mãe chinesa". "Eu gostaria de ter ido alguma vez brincar com outras crianças e ter aproveitado algum verão sem aulas intensivas de piano. Mas agora que tenho 18 e estou perto de sair da guarda do tigre, estou feliz por papai e você terem me criado dessa forma", concluiu.

EFE   
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