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Educação profissional molda o futuro do País e agora tem impulso extra para crescer

Cada jovem que conclui a etapa com conhecimento e orientação profissional carrega novas oportunidades

26 fev 2026 - 17h13
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O Brasil tem motivos para comemorar: o crescimento das matrículas de estudantes no ensino médio articulado à Educação Profissional e Tecnológica (EPT), revelado nesta quinta-feira, 26, pelo Censo Escolar 2025, é muito mais que um dado estatístico — é um marco histórico. A expansão representa um salto do País rumo ao futuro.

Com mais estudantes recebendo formação integral e preparo para o mundo do trabalho, conquistando perspectivas profissionais dignas e ampliando horizontes, o País caminha para um maior desenvolvimento socioeconômico. Cada jovem que conclui a etapa básica com conhecimento e orientação profissional carrega novas oportunidades e, ao mesmo tempo, fortalece as perspectivas de desenvolvimento nacional.

Alunos da Escola Senai de Biotecnologia durante aula de análises microbiológicas; número de matrículas na educação profissional no Brasil cresceu 23,7% em um ano.
Alunos da Escola Senai de Biotecnologia durante aula de análises microbiológicas; número de matrículas na educação profissional no Brasil cresceu 23,7% em um ano.
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

O Censo Escolar 2025 mostrou que as matrículas em EPT saíram de 11% em 2022 para 20,1% em 2025, quase o dobro em três anos. Não é trivial, mas o resultado do investimento e de um olhar cuidadoso do País para a Educação Profissional, estruturado principalmente no último ano com o fortalecimento de políticas públicas, como a Política Nacional de EPT e o Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), com o Juros por Educação.

O governo estima mais de 600 mil novas vagas na modalidade, impulsionadas pelo Propag, já a partir deste ano. No entanto, é fundamental o compromisso dos Estados com o uso dos recursos e a qualidade do ensino ofertado, considerando aspectos como equidade, acesso, permanência, aprendizagem e inclusão produtiva.

Cabe um olhar, ainda, para os dados referentes à Educação de Jovens e Adultos (EJA), que acendem um alerta ao mostrar queda nas matrículas e redução de 3,24% nos cursos Técnicos Integrados à EJA de Nível Médio, de 2024 para 2025. É imprescindível fortalecer essa via de conclusão da educação básica para mais de 60 milhões de brasileiros que evadiram da escola. Articular a EJA com a EPT é estratégia para que os jovens retomem os estudos, unam diploma escolar com preparo para o mundo do trabalho e saiam da informalidade.

É tempo de celebrar o avanço da EPT, mas também de garantir o compromisso dos governos com a sua qualidade e amplo acesso, para que essa modalidade mude, de fato, a vida das juventudes e do País.

Estadão
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