Alunos consideram 2º dia da Unicamp difícil e cansativo
Na opinião de alguns candidatos, o segundo dia da segunda fase do vestibular 2009 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não foi nada fácil. Para os estudantes presentes no prédio do Ciclo Básico, a complexidade das questões dificultou os exames de história e química, aplicados nesta segunda-feira.
» Confira resolução do 2º dia de provas
» Companhia da família é apoio antes das provas
» Unicamp tem 6,79% de abstenções no 2º dia
"Estava difícil, cansativa e com excesso de texto para ler e interpretar", disse Julia Tomic, 17 anos. Os amigos Olivia Polli, 16 anos, e Leandro Nobrega, 16, compartilham a mesma opinião. "História exigia muita, mas muita interpretação de texto", reclamou Olivia.
No entanto, o grupo encara com bom humor se não obtiverem uma vaga, pois avaliam que não estavam preparados para o processo seletivo. "Estudaremos mais para o próximo ano", concordaram.
O treineiro Gondin Tomaz, 17 anos, acredita que é positivo entender como funciona o vestibular. Segundo ele, história estava fácil, mas química complicou um pouco. "Química sempre foi assim, precisa saber calcular e conhecer a matéria para não sofrer".
O candidato em geografia Luis Felipe Valle, 19 anos, que presta o vestibular pela segunda vez, explicou que geralmente as provas da Unicamp exigem muita dedicação. "O exame de história é bem clássico, fala de política, regime militar e revolução. Estava bem elaborado e dava para ser resolvido bem rápido".
Sobre química, Luis Felipe avaliou-o como bastante exigente e bem interessante, principalmente a temática dos jogos olímpicos. "Falou-se de doping, fogos de artifício dos chineses e chuva ácida. Bem bolada.", analisou.
Por indicação do pai, um educador universitário, Gabriela Lucchese, 19 anos, tenta passar em matemática na universidade desde que ingressou no primeiro ano do colegial. "Unicamp sempre é difícil. Já conheço o estilo, que fala da vida de verdade, do cotidiano. É sempre surpresa. Tem que ter bastante preparo", comentou.
Ivan Franco, 23 anos, que está na terceira tentativa na Unicamp, afirmou que agora está amparado por uma bagagem maior. "Fiz cursinho e me apliquei. Antes eu enfrentei dificuldades porque tinha somente o aprendizado de escolas públicas fracas e deficitárias", completou.