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Doria: Eduardo 'envergonha brasileiros' ao falar da China

Governador de São Paulo se pronunciou pelo Twitter; embaixada da China disse que deputado federal contraiu um 'vírus mental'

19 mar 2020 11h14
| atualizado às 11h29
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chamou de "lamentável" e "irresponsável" a postagem em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) culpa a China pela pandemia do coronavírus. A afirmação foi feita na quarta-feira, 18, pelo Twitter do deputado. As críticas de Doria foram publicadas na mesma rede social nesta quinta-feira, 19.

"Além do absurdo de minimizar a pandemia e convocar manifestações, ignorando protocolos mundiais de saúde, colocando em risco milhares de vidas, agora ele envergonha os brasileiros com declaração preconceituosa", afirmou Doria, reforçando que o país asiático é o principal parceiro comercial do Brasil. Só no ano passado, a China comprou US$ 65,4 bilhões em produtos brasileiros.

As declarações do governador de São Paulo fazem referência à convocação, por parte do presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, às manifestações pró-governo realizadas no domingo, 15. O presidente foi alvo de críticas depois de manter contato físico com manifestantes no Palácio do Planalto e chamar a crise provocada pelo avanço do coronavírus de "histeria".

Governador João Doria em evento em São Paulo 21/2/2019 REUTERS/Amanda Perobelli
Governador João Doria em evento em São Paulo 21/2/2019 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

A afirmação de Eduardo Bolsonaro repercutiu depois que o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, publicou um tuíte repudiando as palavras do deputado e cobrando um pedido de desculpas ao povo chinês. Logo na sequência, o perfil oficial da embaixada chinesa disse que Eduardo, ao voltar dos Estados Unidos, contraiu um "vírus mental" que está "infectando a amizade" entre os povos.

Em nome da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, publicou na madrugada desta quinta-feira, 19, um pedido de desculpa a Wanming e à China "pelas palavras irrefletidas" de Eduardo Bolsonaro.

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Estadão
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