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Dólar despenca ao menor valor em dois anos e Ibovespa renova fôlego com salto de gigante da Bolsa

Entenda como o novo cenário econômico e os conflitos no Oriente Médio impactam o seu bolso e as principais ações do mercado brasileiro

5 mai 2026 - 18h54
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O dólar registrou uma queda expressiva de 1,12% nesta terça-feira (05), encerrando o dia cotado a R$ 4,9121. Este é o menor valor nominal do dólar desde janeiro de 2024. Acompanhando o clima de otimismo no mercado interno, o Ibovespa subiu 0,62% e alcançou os 186.754 pontos. O grande destaque do pregão foi a Ambev, cujas ações saltaram mais de 15% após resultados financeiros sólidos. Segundo informações do portal g1, o movimento econômico ocorre em um momento de decisões importantes na política monetária brasileira e de intensa volatilidade no cenário geopolítico internacional, especialmente no Oriente Médio.

Apesar da alta nos mercados, a trégua no Oriente Médio segue ameaçada por conflitos entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz
Apesar da alta nos mercados, a trégua no Oriente Médio segue ameaçada por conflitos entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

No cenário doméstico, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento detalhou a redução da taxa básica de juros, que caiu de 14,75% para 14,5% ao ano. Este foi o segundo corte consecutivo promovido pela autoridade monetária. Embora a guerra no Oriente Médio tenha elevado as projeções de inflação, o Banco Central indicou que o ciclo de queda dos juros deve continuar. A Ambev impulsionou o índice após lucrar R$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre. O presidente-executivo da companhia, Carlos Lisboa, demonstrou entusiasmo com o setor. O executivo indicou que este ano é positivo devido aos feriados prolongados da Copa do Mundo.

Apesar da alta nos mercados e a queda do dólar, a trégua no Oriente Médio segue ameaçada por conflitos entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, criticou as ações americanas em uma rede social. "Sabemos bem que a continuação da situação atual é insuportável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos", afirmou o líder iraniano. Em resposta, o presidente Donald Trump subiu o tom das ameaças em entrevista à Fox News. O republicano declarou que o Irã "será varrido da face da Terra" caso ataque navios dos Estados Unidos, reforçando a operação militar chamada Projeto Liberdade.

Mesmo com as ameaças de guerra e a variação do petróleo Brent, que recuou 3,74% para US$ 110,16, as bolsas globais fecharam em alta. Em Wall Street, o índice Nasdaq subiu mais de 1%, enquanto na Europa o índice Stoxx 600 registrou recuperação. Trump também sugeriu que a Coreia do Sul se junte à missão militar após ataques a um cargueiro sul-coreano. A combinação de juros em queda no Brasil e a resiliência das grandes empresas locais tem mantido o Ibovespa em patamares elevados, mesmo diante da incerteza sobre o transporte marítimo de energia e o trânsito na hidrovia vital de Ormuz.

Perfil Brasil
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