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Diretora de funerária é acusada de manter corpos de bebês em casa: 'Foram amados'

Diretora de funerária é acusada de manter corpos de bebês mortos em casa e tratá-los como se estivessem vivos; veja detalhes

29 ago 2025 - 15h09
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Reprodução/Facebook
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Foto: Contigo

Um caso envolvendo a diretora funerária Amie Upton, de 38 anos, chamou a atenção no Reino Unido e gerou forte indignação. A profissional, responsável pelo serviço Florrie's Army, foi denunciada por uma mãe em luto após ser surpreendida com o corpo do próprio filho em circunstâncias que descreveu como chocantes.

De acordo com a denúncia, a mãe encontrou o bebê, que havia morrido com apenas três semanas de vida, colocado em uma cadeirinha infantil na sala da casa de Amie, enquanto um desenho animado passava na televisão. A cena também incluía outros elementos incomuns para um espaço destinado a serviços funerários: havia um arranhador de gato, barulhos de cachorro e até outro corpo de bebê sobre o sofá.

Justiça agiu

Após a repercussão do caso, Amie foi proibida de atuar em hospitais e de acessar alas de maternidade e necrotérios em Leeds, cidade onde trabalhava. Uma investigação da BBC apontou que a diretora mantinha corpos de bebês em sua própria residência, em ambientes descritos por famílias como "sujos" e "inapropriados".

Apesar das críticas, Amie defende sua atuação e afirma que sempre buscou oferecer cuidado e acolhimento aos pequenos. "Eu sei que aqui os bebês nunca eram deixados sozinhos. Não quero criticar os serviços de necrotério e nem a indústria funerária… mas eu sei que aqui, os bebês nunca eram deixados sozinhos", declarou em entrevista ao Daily Mirror.

Amie se manifesta

Segundo ela, o diferencial de seu serviço era evitar que os corpos fossem armazenados em câmaras frias, prática comum nos necrotérios. "Eu estava aqui o tempo todo, e os bebês só conheciam o amor. Eu sempre fiz o meu melhor por esses bebês. Eles nunca foram deixados sozinhos, foram amados, sabe?", acrescentou.

A denúncia partiu de Zoe Ward, de 32 anos, que havia confiado o corpo do filho Bleu aos cuidados de Amie em 2021. Ao se deparar com a cena, ela relatou sua indignação: "Eu percebi que era o Bleu e ela [Amie] disse: 'Entra, estamos assistindo a um desenho animado'. Tinha um arranhador de gato no canto, dava para ouvir um cachorro latindo e havia outro bebê [morto] no sofá. Não era uma visão agradável. Eu liguei para minha mãe dizendo: 'Isso não está certo'... Eu gritava no telefone: 'Está sujo, está imundo, ele não pode ficar aqui'".

Chocada, Zoe decidiu retirar imediatamente o corpo do filho com a ajuda de outro agente funerário. "Não queria que ele ficasse naquela casa", afirmou, acrescentando que se sentiu "triste e com raiva" após a experiência.

O episódio trouxe à tona questionamentos sobre a regulamentação do setor funerário e sobre até que ponto práticas alternativas, como as defendidas por Amie, podem ser consideradas aceitáveis diante da dor das famílias.

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