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O peeling químico como tratamento do melasma

16 jan 2020
16h10
atualizado em 17/1/2020 às 13h39
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A pele é o aspecto mais visível do corpo humano junto com suas cores e variáveis, acredita-se que o ganho de cor na pele esteja relacionado a regulação da penetração da radiação ultravioleta (RUV), ou, à síntese de vitamina D, degradação de ácido fólico decorrente da RUV, resistência a constante exposição solar ou elementos do fenótipo do organismo. A pele se divide em três camadas com funções variadas, que são: epiderme, derme e hipoderme. A epiderme é a camada mais superficial e externa, funcionando como uma barreira de defesa, a derme é intermediária e possui tecido vascularizado e a hipoderme é a mais profunda constituída por tecido gorduroso.

Foto: hsmed / DINO

O Melasma é uma disfunção puramente epitelial que se caracteriza por hipermelanose, sendo adquirida com forma simétrica e por máculas acastanhadas sendo escuras, havendo contornos irregulares e limites nítidos. Sua incidência é maior no público feminino que está no período fértil, etnia hispânica ou oriental e geralmente afeta habitantes de regiões tipicamente tropicais, acontece raramente em homens. Os fatores etiológicos do Melasma são, os raios Ultravioletas (UVs), efeito hiperpigmentador de cosméticos utilizados, predisposição genéticas, gestação ou até mesmo terapias hormonais à base de contraceptivos. Por falta de tratamentos específicos para este problema, o peeling químico é um dos recursos mais utilizados e que obtém melhores resultados. Além disso, o eletrocautério, por exemplo, que é muito utilizado para manchas, mas não deve ser utilizado em melasmas.

Existem três padrões de melasma que são: o centrofacial, malar e mandibular respectivamente. Também se tem o parotídeo, que pode ser classificado de maneira mais objetiva como central e periférico. É classificado em: epidérmico, dérmico e misto. O melasma epidérmico é mais superficial cujo o local de deposição de melanina é na camada basal e suprabasal, em toda a camada espinhosa até o estrato córneo. O melasma dérmico é quando ocorre o aumento pigmentar epitelial sendo caracterizado por macrófagos carregados de melanina, e por fim, o melasma misto é uma combinação de pigmentação epidérmica e dérmica do próprio melasma.

Há estudos que indicam que a pele adjacente normal acometida por melasma tem aumento da elastose dérmica e de melanossoma, a doença se desenvolve por conta da imunorreatividade do hormônio estimulador de melanócitos-α (α-MSH).

O peeling químico é composto por ativos combinados que suavizam a textura do epitélio removendo as camadas exteriores que foram danificadas, assim, ocorrendo destruição de maneira controlado da epiderme e/ou derme havendo regeneração. Também pode ser chamado de resurfacing químico, quimioesfoliação ou quimiocirurgia, utiliza substâncias de forma isolada ou associadas. O resultado do tratamento depende da profundidade do Melasma a ser tratado, pois tem objetivo de amenizar estruturalmente o tecido através da aplicação da solução cáustica. Possui três classificações de nível de profundidade, que são, nível 1 que é o mais superficial, ou seja, remove apenas a camada da epiderme com uma simples esfoliação, nível 2 que é intermediário no qual remove células epiteliais da epiderme e parte superior da derme e por fim, o nível 3 que é mais profundo e penetra na camada inferior da derme.

No peeling químico, mais precisamente em sua composição há ácidos que agem reduzindo a coesão entre as células epiteliais visto que reagem com a enzima "cimentante" que existe entre a queratina, assim promove a esfoliação da superfície acelerando a renovação celular. Ocorre modificação no PH existente levando a ruptura das ligações de queratina bem como desobstrução dos folículos pilo-sebáceos, e durante esse processo todo há maior permeabilidade epitelial tornando transepidérmica mais eficaz. Ao final resulta em uma renovação celular intensificada melhorando o aspecto da textura da pele, havendo revitalização tornando a superfície cutânea mais lisa, clara, com maior luminosidade e reduzindo possíveis rugas, além do aumento do colágeno que, por conseguinte, fornece a pele mais resistência e flexibilidade, reduz cloasmas solares superficiais aumentando a síntese do metabolismo basal.



Website: http://www.hsmed.com.br

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