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Músicos sem gravadora impulsionam o mercado fonográfico global

27 ago 2019
10h42
atualizado em 2/9/2019 às 10h06
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No mundo da música, artistas independentes estão impulsionando o mercado global e mostrando que é possível construir uma carreira de sucesso sem contrato com grandes gravadoras. A facilidade de lançar singles, EPs e álbuns usando apenas serviços de streaming como Spotify e Apple Music, associados com distribuidores digitais como Tunecore e CD Baby, oferece a músicos independentes a chance de atingir ouvintes no mundo inteiro, um privilégio antes reservado aos artistas mais populares. O público também se beneficia por meio do acesso a trabalhos que, de outra forma, talvez nunca tivessem a oportunidade de ouvir.

Foto: Arquivo Pessoal / DINO

Mas o que exatamente significa ser independente? Segundo a organização americana de mídia NPR, tudo o que não estiver conectado a uma das três maiores gravadoras do mundo: Sony, Warner e Universal. Isso corresponde a cerca de 40% do mercado global, maior índice desde o início dos anos 1990. Nessa categoria, estão fenômenos pop como Chance the Rapper e Ed Sheeran, pioneiros de uma geração disposta a revolucionar o negócio da música.

"Antigamente, gravadoras apostavam em talentos desconhecidos. Hoje, querem artistas que já se posicionaram de alguma forma, mostrando que são capazes de gerar números", diz Bruno Zonzini, que se prepara para lançar o primeiro EP, Simples Assim, distribuído pela brasileira Art Intel Media. Com o apoio de um grupo de investidores, o artista conseguiu captar os recursos necessários para a realização do projeto que inclui produção de músicas, videoclipes e publicidade. Para testar a aceitação do trabalho, Bruno estreou o projeto musical em maio no palco do Brazilian Day em Orlando, maior evento da comunidade brasileira na Flórida. "Como artista independente, sou capaz de criar oportunidades que uma gravadora só daria para um artista já consolidado" diz o músico que ingressa agora no segmento de artistas como Vitor Kley e o astro pop Tiago Iorc, que encerrou recentemente seu contrato com a Som Livre para seguir carreira independente.

Um novo relatório da Midia Research em parceria com a distribuidora de música digital Amuse revela que artistas independentes geraram mais de 643 milhões de dólares em 2018, um salto de 35% em relação ao ano anterior. A Amuse, que tem como sócio o pop star will.i.am., oferece um aplicativo que permite que músicos publiquem gratuitamente seus trabalhos no Spotify, Apple Music, YouTube e outras plataformas, além de oferecer ferramentas para acompanhamento de performance e coleta de royalties, com transferência de fundos feita na tela do celular.  

Segundo dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica e a Pro-Música (associação que reúne as maiores gravadoras em atividade no Brasil), o mercado fonográfico brasileiro cresceu 15,4% em 2018, acima da média mundial de 9,7%. O desempenho positivo foi impulsionado pelos serviços de streaming, que cresceram 46% no país em relação a 2017. O faturamento mundial da indústria fonográfica em 2018 foi de US$ 19,1 bilhões, sendo o Brasil responsável por US$ 298,8 milhões desse montante. "O mercado brasileiro de música gravada vem seguindo a tendência iniciada em 2015 no mundo, de crescimento e recuperação das receitas fonográficas, influenciado de forma determinante pelo setor digital", diz Paulo Rosa, presidente da Pro-Música.

Nesse cenário aquecido, a música independente é a estrela, com crescimento três vezes mais rápido do que outros segmentos do mercado. "Nunca houve época melhor para um artista independente e 2019 promete ser um ano de mais crescimento, tanto para artistas quanto para modelos alternativos de negócios no setor", diz Mark Milligan, da Midia Research.



Website: https://www.youtube.com/user/brunozonzini1?feature=watch

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