Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Jovens moradores de comunidade têm dificuldades de se destacar profissionalmente

26 dez 2018 - 18h34
(atualizado em 26/12/2018 às 02h25)
Compartilhar
Exibir comentários
Jovens moradores de comunidade tem dificuldades de se destacar profissionalmente

  Favela é um assunto que rende muitas discussões sobre políticas de urbanização, infraestrutura, identidade e inserção no mercado de trabalho formal. Entre 1991 e 2010, a população residente nestes lugares - chamado pelo IBGE de aglomerados subnormais - aumentou em mais de 60%, passando de pouco menos de sete milhões para 11,4 milhões de pessoas, segundo o Censo Demográfico.   

Foto: DINO / DINO

De acordo com a Agência de Notícias IBGE, esses números revelam a importância de se conhecer a realidade de quem vive nesses locais. As pesquisas do IBGE sobre o tema, inclusive, têm relação direta com a geração de indicadores para o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11.1, que é de "até 2030, garantir o acesso de todos a habitação segura, adequada e a preço acessível, e aos serviços básicos e urbanizar as favelas".

Para quem nasceu e foi criado em um cenário de pobreza e criminalidade, poder sair dali já é uma grande vitória. Os jovens de comunidades enfrentam dificuldades no transporte público e vários preconceitos. São diversos moradores das periferias enfrentam para seguir um caminho em busca de educação e uma vaga no mercado de trabalho.  Do outro lado, o tráfico gosta de recrutar esses meninos para trabalhar em pontos de venda de drogas.    Nascido e criado na comunidade da Vila Operária, em Duque de Caxias, Felipe Cruz, perdeu muitos amigos e parentes para o tráfico, mas conseguiu desvencilhar do crime e, hoje, e encontrou na tatuagem uma oportunidade de uma nova profissão.    "Me sinto um vencedor por ter saído dali . A galera de lá me enxerga desta forma. Alguém que conseguiu sair daquele cenário de criminalidade sem se envolver com o crime e não fez parte de tantas estáticas", conta o profissional, que teve na escola incentivo para começar os primeiros passos no Desenho, arte essencial para um bom tatuador.   "Estudei minha vida inteira na Escola Estadual Vinícius de Moraes. Lá tive duas professoras que enxergaram meu talento com desenhos e me incentivaram",    O primeiro contato que Felipe teve com o mundo do tattoo foi através de uma revista chamada "Almanaque da Tatuagem".    "Depois disso fiz uma tatuagem tribal na barriga, que tenho até hoje, com um tatuador lá na comunidade. Também, pedi para fazer uma tatuagem nele. Ele gostou e conseguiu minha primeira cliente. Então, fiz a primeira tatoo por 10 reais", recorda, Felipe, que começou a trabalhar em casa, mas sem a expectativa de ganhar muito dinheiro. Mais velho de três irmãos, ele teve sua primeira experiência no mercado de trabalho como chaveiro. Depois trabalhou em farmácia e em uma gráfica no Jornal do Brasil.  Paralelamente, tinha a tatuagem como hobby, sem ganhar dinheiro necessário para o seu sustento.    Mas apesar do talento, Felipe quase desistiu de ser tatuador. Foi então que seu pai o incentivou a não parar, já que ele enxergava o potencial do filho, e ainda comprou uma máquina para ele. O dinheiro para a aquisição foi arrecadado junto com a mãe de Cruz.    Em Caxias, o profissional alugou uma salinha, mas o negócio ainda não era  lucrativo. Logo após, ele foi trabalhar com um amigo em um estúdio em Nilópolis .  "Foi ao lado dele que ganhei meu primeiro prêmio. Mas, eu ainda, não tinha clientela fixa e pensei, novamente, em desistir e procurar um emprego com a carteira assinada.    Foi então que seu amigo, Dell, disse para ele ter confiança que, logo, a vida ia mudar. Então ele, foi fazer curso de tatuagem realista. Depois abriu uma loja em sociedade com outro tatuador e ainda trabalhou em um estúdio.    Com o tempo, vieram prêmios, reconhecimento e uma alta procura pelos seus serviços, tanto que ele tem a agenda lotada. Além disso, Felipe já conseguiu adquirir alguns bens.   "Já consegui montar casa e comprar dois carros", disse o tatuador, que tem como  lema uma relação de amizade com os clientes e tentar ser o melhor do Rio:    "Oferecer um bom trabalho e meu atendimento é o meu diferencial neste mercado concorrido".

Website: https://www.instagram.com/felipecruz_tattoo/

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade