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Fenadoce 2017 encerra com mais de 2,2 milhões de doces vendidos

19 jun 2017
15h09
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A 25ª Feira Nacional do Doce chegou ao fim no domingo, 18 de junho, em Pelotas/RS, com números além da expectativa e a valorização da cultura local em evidência. Ao longo dos 19 dias de feira foram contabilizados 281 mil visitantes e 2 milhões e 260 mil doces vendidos. As novidades desta edição, como o espaço Arte do Doce, produzido pelo artista plástico Madu Lopes, atraíram turista de todo o país e também do exterior, totalizando 576 ônibus de excursões com 26.520 pessoas, de acordo com os dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo. A feira, que nesse ano homenageou as doceiras com o tema "Doce: A nossa grande história", ainda recebeu gratuitamente 42.500 crianças de escolas da rede pública da região. O doce mais vendido esse ano foi o quindim, seguido pelo bombom de morango. Para a 26ª edição, em 2018, as datas já foram anunciadas: de 30 de maio a 17 de junho.

Foto: DINO

Apesar das dificuldades pelas quais a economia do país passa nos últimos meses, os números da Fenadoce 2017 comprovam a capacidade de se reinventar da feira, segundo comentou a Conselheira Gestora da Câmara de Dirigentes Lojistas de Pelotas (CDL), Vanisse Krause: "Privilegiamos os artistas locais e valorizamos a figura da doceira, foram projetos que levaram a Fenadoce a ser o sucesso que foi". Para ela, a união entre todos os envolvidos é o ponto marcante da feira. "Temos aqui a união de empresários com o poder público e a comunidade, é uma mobilização conjunta que leva o nome de Pelotas cada vez mais longe, promove o turismo e gera emprego e renda", salientou.

A presidente da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, Luciana da Silva, também avaliou positivamente os resultados da feira. "Havia um receio no início pela crise no país, mas foi tudo ótimo, as vendas superaram as expectativas e o próprio medo das doceiras", afirmou. Ela frisou que o sucesso também passou pela aprovação dos visitantes. "Os clientes notaram que a feira mudou, a Fenadoce realmente é assim, a cada ano ela vem se superando", acrescentou.

Festival de Gastronomia - Nessa edição da Fenadoce a proposta foi de integrar o Festival de Gastronomia à programação da feira, abrindo oportunidades para que os visitantes participassem das atividades. Ao longo dos 19 dias foram oferecidas aulas shows gratuitas pelos professores do Senac/Pelotas que passaram aos participantes as técnicas de preparo de pratos como massas, risotos, bolos e cupcakes. Outra novidade foi o Chef Caseiro, que levou leigos à cozinha, como a jornalista Maíra Lessa e a prefeita de Pelotas Paula Mascarenhas, para provar que todos podem arriscar na prática. A valorização dos profissionais da gastronomia local também foi um novo olhar do festival. "O Senac nos apontou e nós concordamos que é necessário focar o trabalho nos chefs locais, buscar profissionais formados aqui", salientou o Conselheiro Gestor da CDL, Vasconcellos.

Fenadoce Cultural - Através do financiamento Pró-cultura RS, Lei de Incentivo à Cultura, Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer , Governo do Estado do RS, com patrocínio da Fonte da Ilha - Água Mineral Natural, o projeto da Fenadoce Cultural promoveu 621 apresentações culturais e artísticas na Fenadoce 2017. A produtora cultural da feira, Adriane Silveira, apontou a integração artística como grande atração da Fenadoce Cultural. "A feira promoveu um encontro das artes visuais com as artes cênicas e a música, foi um projeto que reuniu centenas de artistas da Região", afirmou. De acordo com ela, a intenção da CDL é de ampliar o espaço Arte do Doce nas próximas duas edições da feira, seguindo com outras obras inéditas do artista plástico Madu Lopes. "Esse espaço fez com que a cultura doceira fosse valorizada por meio da interpretação artística e representação das etnias que contribuíram para a história dos doces de Pelotas".

Feira da Agricultura Familiar - O espaço da Feira da Agricultura Familiar também foi renovado nessa edição. Com 51 estandes - quase o dobro de 2016 - a feira teve representação de 35 municípios do Estado. Segundo o gerente regional da Emater/RS, Luiz Godói, a feira registrou um volume de vendas de R$ 450 mil, superior ao ano passado, que foi de R$ 300 mil. "Atingimos a meta, foi uma feira ótima e já estamos em tratativas com a CDL para o próximo ano", afirmou.

Godói salientou que a diversidade de produtos foi uma das marcas da feira e agradeceu o apoio da organização da feira. "O ponto onde fomos alocados, no coração da feira, favoreceu muito os expositores", afirmou. A Feira da Agricultura Familiar contou com o apoio da EMATER/RS, Embrapa Clima Temperado, Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS (FETAG) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF).

Wombo Combo - Dedicado à cultura pop e aos games, o espaço Wombo Combo se consolidou na feira esse ano. Segundo Renan Martinez, o espaço foi idealizado com mais tempo e com novas parcerias. Ele citou eventos como o AnimeBomb e a participação da Associação dos Desenvolvedores de Jogos do RS - ADjogosRS, que durante o último final de semana promoveu uma série de palestras no local sobre o mercado de games, como destaques da programação. "Esse ano tivemos uma procura muito maior do público, as pessoas já conhecem o Wombo Combo e procuram as atrações dele", apontou Martinez, acrescentando ainda que o Beco dos Artistas, posicionado na saída da Cidade do Doce, foi uma das referências para atrair os visitantes ao espaço.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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