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Como a comunicação não-violenta pode ajudar na vida em condomínio

Uso da empatia ajuda na resolução de problemas enfrentados na vida em conjunto

6 nov 2018
13h46
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Vivendo em conjunto, as discordâncias são inevitáveis. As pessoas pensam diferente, têm histórias e contextos específicos. E não há outra forma de resolver conflitos se não por meio da conversa, respeitando o outro e sua visão. Essa é uma das propostas da comunicação não-violenta (CNV), que pode ajudar a encontrar harmonia na vida em condomínio.

Criado pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg, a CNV é um processo que propõe o uso da empatia na comunicação diária, evitando conflitos e amenizando o uso de atos violentos. Segundo o estudioso, 90% do sofrimento ocorre por causa de interpretações pessoais. Nos condomínios, a comunicação não-violenta pode ser utilizada por síndico , moradores e funcionários, mudando o foco dos erros para as necessidades das partes envolvidas. Desapegadas das emoções, as pessoas conseguem se comunicar melhor e resolver empecilhos evitando atritos e estresse.

A capacidade de comunicar-se é poderosa, mede o bem-estar da gestão condominial e pode ser determinante na forma como uma situação se desenrola. O tom de voz, as expressões faciais e corporais e as palavras escolhidas determinam a recepção e reação da outra pessoa ao que está sendo dito. A linguagem tem a força de aumentar ou diminuir a disposição do outro a cooperar para a resolução de um problema.

A comunicação não-violenta é utilizada tanto no dia a dia do condomínio, na resolução de um vazamento com origem em outro apartamento , por exemplo, quanto em assembleias para a solução de problemas mais complexos, como a necessidade de gastos além do planejado. Também pode ser aplicada em conversas de corredor e nas circulares, comunicados e mensagens em aplicativos e redes sociais.

Na CNV, abre-se mão de opiniões e julgamentos pessoais, priorizando necessidades sobre sentimentos. A postura diante de discordâncias e críticas deve ser de aceitação e de real intenção de refletir sobre o que é falado. Deve-se ser honesto, considerando o lado do interlocutor e escolhendo as palavras corretas para que a informação emitida seja compreendida e recebida da melhor forma.

Quatro passos devem ser seguidos na comunicação não-violenta:
Observação: analisar a situação de acordo com os fatos (o que pode ser visto e ouvido), não envolvendo sentimentos e interpretações pessoais;
Analisar sentimentos: entender a reação emocional em relação aos fatos, ou seja, quais os sentimentos das pessoas envolvidas perante determinada situação;
Necessidade: o que é importante para as pessoas envolvidas, seus valores, exercitando a empatia;
Pedido/estratégia: o que pode ser feito para suprir a necessidade apresentada, tendo como base as soluções possíveis e o desejo das pessoas envolvidas. Os pedidos devem ser claros, concisos e positivos.

Com o uso da comunicação não-violenta, a vida em conjunto torna-se menos desgastante e possibilita a criação de relações interpessoais mais saudáveis, melhorando a convivência e a qualidade de vida.



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