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Detento restaura automóvel raro de 1937 em oficina dentro de presídio no RS

Projeto envolve um dos dois únicos exemplares do Oldsmobile conversível no Brasil; parceria com empresas garante trabalho para quase metade dos apenados

1 abr 2026 - 09h46
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Uma iniciativa incomum no Presídio Estadual de Arroio do Meio, na Região dos Vales, está chamando a atenção pela especificidade do ofício: a restauração de um raríssimo Oldsmobile 1937 conversível. O trabalho é realizado por um detento que já possuía experiência com veículos antigos antes de ser preso e que, agora, utiliza suas habilidades para recuperar o automóvel, que pertence a um dentista de Lajeado. De acordo com especialistas, só existe mais um exemplar deste modelo no Brasil, atualmente sob guarda de um museu em São Paulo. O restaurador, que já trabalhou em clássicos como Opala, Galaxie e Landau, montou a própria oficina dentro da unidade prisional utilizando materiais reaproveitados de enchentes, mantendo o foco na progressão de regime prevista para este ano.

Foto: Divulgação / Porto Alegre 24 horas

A instalação da oficina faz parte de um termo de cooperação com o governo do Rio Grande do Sul, que busca profissionalizar a mão de obra carcerária e reduzir a ociosidade nas celas. Atualmente, 45% dos 74 detentos da casa prisional — todos em regime fechado — estão empregados em frentes de trabalho que incluem, além da restauração automotiva, a fabricação de calçados, confecção de sacolas e uma panificadora. Segundo o diretor do presídio, Antônio Thomé, a ocupação reflete diretamente na diminuição de ocorrências internas e prepara os apenados, muitos deles ex-usuários de drogas que chegaram sem qualificações, para serem absorvidos pelo mercado de trabalho externo ao conquistarem a liberdade.

Os benefícios para os detentos trabalhadores vão além do aprendizado técnico, envolvendo a remissão de pena e o recebimento de salário. Parte da remuneração pode ser enviada às famílias ou utilizada para consumo interno, enquanto 20% do valor é retido em um fundo de reserva, entregue ao indivíduo somente no momento de sua soltura. Com o sucesso do modelo de cogestão, a direção do presídio planeja expandir a capacidade de atendimento, visando empregar até 90% da população carcerária local através da construção de um novo pavilhão de trabalho destinado a novas empresas parceiras.

Porto Alegre 24 horas
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