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SP garante vacinas ao Ministério da Saúde dentro do prazo

Nesta segunda-feira, foram recebidos 3 mil litros da matéria-prima para a produção de 5 milhões de doses da Coronavac

19 abr 2021
13h11 atualizado às 13h42
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13h11 atualizado às 13h42
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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, admite que houve atrasos na entrega do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), mas que, apesar de burocracia, situação tende a se normalizar nos próximos meses. No entanto, o governo de São Paulo, está cumprindo com o cronograma de entrega de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde.

"Houve atraso, um pouco acima de dez dias, e houve a divisão do lote inicial. Isso por decisão do próprio sistema de exportação da China. A burocracia ainda é uma dificuldade que estamos trabalhando. Mas como tem uma demanda muito grande de vacinas para o mundo todo, a partir da China, isso resulta em atrasos. Em janeiro, tivemos outro atraso. Esperamos que a partir de maio, com maior liberação de matéria-prima, possamos antecipar o cronograma", explicou Dimas.

Entrega de novo lote de Coronavac ao PNI
Entrega de novo lote de Coronavac ao PNI
Foto: Governo de SP/Divulgação / Estadão

Ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o diretor do Instituto Butantan e o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, participaram da entrega de mais 700 mil doses no Instituto Butantan na manhã desta segunda-feira, 19, totalizando 41,4 milhões de doses da coronavac para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), desde o início das entregas, em 17 de janeiro.

"O Instituto Butantan tem cumprido com os prazos de entrega da vacina Coronavac. A FioCruz e o Governo Federal, por circunstâncias, foram seis revisões para baixo. Seis promessas não cumpridas. O que nós desejamos é mais vacinas, mas, por circunstâncias que desconhecemos, a Fiocruz teve que colocar em números inferiores a sua previsão de vacinas", argumentou Doria.

Ainda na manhã desta sexta-feira, o Instituto Butantan recebeu uma nova remessa do IFA para a produção de novas doses da vacina contra o coronavírus. Ao todo foram recebidos 3 mil litros para a produção de 5 milhões de doses da Coronavac. Um segundo carregamento deverá chegar ainda em neste mês.

"Hoje pela manhã fomos receber no Aeroporto Internacional de Guarulhos mais 3 mil litros de insumos para a vacina do Butantan, que corresponde a 5 milhões de doses. Portanto, o Governo do Estado de SP e o Butantan alcançarão 46,4 milhões de doses, atendendo a primeira etapa do contrato com o Ministério da Saúde", disse Doria.

O instituto ainda trabalha para entregar outras 54 milhões de doses até o dia 30 de setembro, totalizando 100 milhões de unidades.

"As vacinas serão entregues dentro do prazo contratado pelo Ministério da Saúde, salvo se tivermos circunstâncias totalmente fora de controle", afirmou o governador de SP.

Entregas de vacinas ao Ministério da Saúde:

  • 17/01 - 6 milhões
  • 22/01 - 900 mil
  • 29/01 - 1,8 milhão
  • 5/02 - 1,1 milhão
  • 23/02 - 1,2 milhão
  • 24/02 - 900 mil
  • 25/02 - 453 mil
  • 26/02 - 600 mil
  • 28/02 - 600 mil
  • 03/03 - 900 mil
  • 08/03 - 1,7 milhão
  • 10/03 - 1,2 milhão
  • 15/03 - 3,3 milhões
  • 17/03 - 2 milhões
  • 19/03 - 2 milhões
  • 22/03 - 1 milhão
  • 24/03 - 2,2 milhões
  • 29/03 - 5 milhões
  • 31/03 - 3,4 milhões
  • 05/04 - 1 milhão
  • 07/04 - 1 milhão
  • 12/04 - 1,5 milhão
  • 14/04 - 1 milhão
  • 19/04 - 700 mil

Kit intubação

Sobre o anúncio do Ministério da Saúde de que Estados grandes também podem comprar kit intubação, Gorinchteyn cobra ação do Governo Federal para que compras possam ser regularizadas.

"Se o Estado de São Paulo não tivesse tido requisições administrativas pelo Ministério da Saúde, nós teríamos um quantitativo suficiente tanto para o Estado, quanto para o município, para um estoque por período considerável. Essas requisições nos atrapalharam, uma vez que atuaram diretamente sobre os produtores, fabricantes e distribuidores, fazendo com que as compras continuem acontecendo em quantidade muito pequena e entregas postergadas. Conclamamos ao Ministério da Saúde que retire requisições administrativas para que desta forma o Estado de São Paulo, assim como outros Estados, possa adquirir esse produtos de forma mais célere e na quantidade que precisamos", afirmou o secretário.

"Das medicações que recebemos agora do Ministério, 407 mil doses do kit intubação, foram 4 medicações que recebemos. Alguns deles deram para 48 horas, outras para 72 horas. Mas o Estado de São Paulo não se guarda nessas doses do Ministério, estamos adquirindo, em quatidade menor, e distribuindo para todo o Estado. Os hospitais diretos (estaduais) têm um quantitativo para mais dias e isso que faz com que consigamos distribuir para todos os municípios", garantiu Gorinchteyn.

Butanvac

Com relação aos estudos clínicos da vacina Butanvac, o diretor do Instituto Butantan afirma que tanto o Hospital do Rim e o Hospital das Clínicas (HC) estão finalizando a parte de infraestrutura. "O estudo já foi aprovado pela Anvisa. As medidas de contratação das pessoas também estão em andamento. Brevemente, o estudo será iniciado", disse Covas.

Liberação de cultos religiosos

Sobre aglomerações em templos religiosos no primeiro fim de semana, após liberação de funcionamento com restrições por parte do governo de São Paulo, o secretário estadual da Saúde, acredita que ainda é cedo para fazer uma avaliação.

"É muito precoce para dizer como ficou a taxa de isolamento e quanto teve de circulação de pessoas nas ruas. Nesta semana, avaliaremos, de forma gradual, tanto índice de internações quanto circulação de pessoas. Entendemos que a população é a maior interessada para que o plano de flexibilização gradual aconteça, para que possamos passar para outras fases. Tanto comerciantes, prestadores de serviços e pessoas relacionadas aos cultos religiosos vão respeitar as medidas", disse Gorinchteyn.

"As religiões devem seguir os protocolos, limitando a 25% ocupação das celebrações, sem canto e coral. Todos com máscara, álcool em gel na entrada e, se possível, tomada de temperatura de todos antes de ingressarem dentro das áreas de celebração. O mesmo (cuidado) deve ser seguido pelo comércio", acrescentou Doria.

Estadão
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