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RJ muda data de vacinação por falta de segunda dose

Prefeitura alega recebimento de menos doses da CoronaVac do que o planejado, mesmo após Eduardo Paes negar problemas para vacinação

3 mai 2021
10h29 atualizado às 11h07
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10h29 atualizado às 11h07
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A falta de doses da CoronaVac, vacina contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, levou a prefeitura do Rio de Janeiro a alterar o calendário de vacinação da cidade diante da falta de imunizantes para aplicação da segunda dose da vacina.

Profissional de saúde mostra seringa para paciente depois de aplicar vacina contra Covid-19 CoronaVac no Rio de Janeiro
08/04/2021 REUTERS/Ricardo Moraes
Profissional de saúde mostra seringa para paciente depois de aplicar vacina contra Covid-19 CoronaVac no Rio de Janeiro 08/04/2021 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

A mudança no calendário vem depois de o governo municipal chegar a anunciar no fim de semana a suspensão por 10 dias da aplicação da CoronaVac por falta de doses e também após o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), descartar problemas para a aplicação da segunda dose, alegando que o município tinha uma reserva técnica da vacina.

A prefeitura justificou a alteração no calendário ao argumentar que chegaram menos doses do que inicialmente programado. O governo municipal afirmou que adotará a aplicação da segunda dose da vacina, que está sendo envasada no Brasil pelo Instituto Butantan, em dias alternados até que novas remessas chegue.

Na semana passada, o Butantan entregou 600 mil doses da vacina ao Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde e há previsão de entrega de mais 1 milhão de doses na quinta-feira. O envase da vacina chegou a ser paralisado devido ao atraso na chegada do insumo farmacêutico ativo (IFA) importado da China. Uma carga de IFA suficiente para 5 milhões de doses da CoronaVac chegou ao Brasil no dia 19 de outubro.

Até o momento, o Butantan entregou 42 milhões de doses da CoronaVac ao PNI. Como base de comparação, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entregou 26,5 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, que está envasando, e o ministério recebeu 1 milhão de doses de vacinas da Pfizer. Os três imunizantes são aplicados em duas doses.

"A gente lamenta e pede desculpas mas a gente precisa de novas doses. Esperávamos a chegada de 150 mil e chegaram 17 mil", disse a jornalistas o secretário de saúde da cidade, Daniel Soranz.

A escassez de doses da CoronaVac para a segunda dose começou na semana passada no Estado do Rio de Janeiro e mais de 10 cidades já modificaram ou suspenderam a aplicação da segunda dose.

A CoronaVac é aplicada com intervalo de três semanas entre a primeira e segunda dose. Inicialmente, a orientação do Ministério da Saúde era de que os gestores locais reservassem doses para a segunda aplicação, mas a diretriz foi alterado no final da gestão de Eduardo Pazuello à frente da pasta.

Autoridades de saúde têm enfatizado que as pessoas que tomaram a primeira dose da CoronaVac devem tomar a segunda mesmo que o prazo previsto inicialmente tenha passado.

A cidade do Rio já vacinou cerca de 1,5 milhão de pessoas sendo que mais de 700 mil já receberam a segunda dose de CoronaVac ou da AstraZeneca.

O Estado do Rio de Janeiro registrou 747.499 casos de Covid-19 e 44.835 mortes causadas pelo coronavírus.

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