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Pfizer será usada como dose de reforço para quem tomou Janssen na cidade de SP

Com descoberta da variante Ômicron, expectativa da Prefeitura é imunizar cerca de 300 mil pessoas que receberam a dose única da Janssen. Comprovante de residência deixará de ser exigido

29 nov 2021 19h13
| atualizado às 19h16
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A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo anunciou que vai utilizar a vacina da Pfizer para a dose de reforço de quem foi imunizado com a Janssen a partir desta terça-feira, 30. A decisão foi tomada na tarde desta segunda-feira, 29, após reunião dos gestores para discutir ações de prevenção contra a variante Ômicron do coronavírus. A capital paulista também vai deixar de exigir comprovante de residência para a vacinação contra a covid-19.

A expectativa da secretaria é vacinar rapidamente mais de 300 mil pessoas que receberam a dose da Janssen. Segundo a equipe técnica, a utilização do imunizante da Pfizer caso não haja doses da Janssen está amparada em um documento técnico do governo de São Paulo.

No dia 25, o Ministério da Saúde divulgou nota técnica que orienta que os brasileiros que foram imunizados com a vacina da Janssen tomem uma dose de reforço entre dois e seis meses após a primeira aplicação. A recomendação do ministério é que seja utilizado imunizante da mesma marca. No entanto, uma recomendação anterior, feita em agosto deste ano, já autorizava o uso da vacina Pfizer para idosos que tomaram a dose única da Janssen.

Na reunião desta segunda-feira, a secretaria também definiu que deixa de ser obrigatória a apresentação de comprovante de endereço na cidade de São Paulo para tomar qualquer uma das doses na rede municipal de saúde. Com o alto índice de imunização para primeira e segunda doses na capital e para fortalecer a vacinação nacional, qualquer pessoa pode se apresentar para receber o imunizante, independentemente do local de residência.

Também foi definido que casos da variante Ômicron terão como referência o Hospital Municipal Tide Setúbal, além do Hospital Geral Guaianazes, do governo estadual.

Variante ainda não foi detectada em São Paulo

A secretaria municipal de saúde também informou que não registrou novas variantes em circulação na capital. Na última amostra de sequenciamento genômico e monitoramento dos casos positivos, todos os casos de covid-19 eram da variante Delta.

Segundo a pasta, serão feitos testes para detectar o coronavírus em pacientes suspeitos (sintomáticos) vindos dos países africanos informados pelo ministério e das regiões onde eles forem residir. A rede de saúde da cidade foi orientada a questionar todo paciente sintomático se esteve na África nos últimos 14 dias e, se a resposta for positiva, então a amostra coletada será encaminhada para o sequenciamento.

Todas as pessoas que chegarem da África terão os dados (nome, contato e endereço) enviados pela Anvisa aos municípios e a vigilância em saúde da cidade de São Paulo orientará que mantenham quarentena de 14 dias, além de realizar um monitoramento (via contato telefônico) do estado de saúde de cada um. Quem apresentar sintomas da doença, terá a amostra coletada e encaminhada para genotipagem.

Estadão
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