PUBLICIDADE

Ômicron: Três doses da vacina da Pfizer podem neutralizar variante, dizem fabricantes

Estudo inicial apontou vantagens do reforço vacinal contra a nova cepa. Laboratórios também estudam vacina adaptada à Ômicron, que deve ficar pronta em março de 2022

8 dez 2021 12h38
| atualizado às 13h03
ver comentários
Publicidade

Três doses da vacina Pfizer contra a covid-19 são capazes de melhor neutralizar a variante Ômicron, anunciaram as farmacêuticas Pfizer e BioNTech, nesta quarta-feira, 8. Segundo as empresas, resultados preliminares de um estudo laboratorial inicial, ainda sem publicação em revista científica, mostraram que o reforço aumenta em 25 vezes a quantidade de anticorpos neutralizantes contra a nova cepa.

Os laboratórios seguem coletando dados laboratoriais e avaliando a eficácia no "mundo real" para confirmar a proteção da vacina contra a Ômicron. Enquanto isso, também estudam adaptar o imunizante à cepa - a vacina adaptada deve ficar pronta em março de 2022.

Com esquema vacinal de duas doses, a quantidade de anticorpos neutralizantes contra a variante identificada na África diminui, em média, 25 vezes em relação aos produzidos contra o vírus original. Mesmo assim, as farmacêuticas acreditam que indivíduos que receberam duas vacinas podem estar protegidos contra formas graves da doença causada pela Ômicron.

"Embora duas doses da vacina possam oferecer proteção contra doenças graves causadas pela cepa Ômicron, fica claro, a partir desses dados preliminares, que a proteção é melhorada com uma terceira dose de nossa vacina", disse a CEO da Pfizer, Albert Bourla. "Garantir que o maior número possível de pessoas esteja totalmente vacinado com as duas primeiras doses e uma de reforço continua a ser o melhor caminho para impedir a disseminação da covid-19."

Enquanto muitas perguntas sobre a nova linhagem do vírus seguem sem resposta, os laboratórios indicaram estar estudando uma adaptação da composição do imunizante à variante desde 25 de novembro. "Continuamos a trabalhar em uma vacina adaptada que, acreditamos, ajudará a induzir um alto nível de proteção contra a doença induzida pela Ômicron, bem como uma proteção prolongada em comparação com a vacina atual", declarou o CEO e co-fundador da BioNTech, Ugur Sahin.

A depender das decisões de órgãos reguladores, as farmacêuticas indicaram que a vacina adaptada estará pronta para entrega em 100 dias, em março de 2022. As empresas também disseram ter iniciado testes clínicos com imunizantes específicos para outras variantes (Alfa, Beta, Delta e uma "mistura" de Alfa e Delta).

Estadão
Publicidade
Publicidade