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Filipinas planejam testes da vacina russa em outubro

Na terça-feira, a Rússia se tornou o primeiro país do mundo a conceder aprovação regulatória a uma vacina contra covid-19

13 ago 2020
12h44
atualizado às 13h02
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As Filipinas planejam iniciar testes clínicos de uma vacina contra coronavírus desenvolvida pela Rússia em outubro, e o presidente Rodrigo Duterte deve ser inoculado em maio do ano que vem, disse o porta-voz presidencial nesta quinta-feira.

Foto de divulgação do Fundo de Investimento Direto Russo mostra amostras de vacina russa contra a Covid-19
06/08/2020
Fundo de Investimento Direto Russo/Divulgação via REUTERS
Foto de divulgação do Fundo de Investimento Direto Russo mostra amostras de vacina russa contra a Covid-19 06/08/2020 Fundo de Investimento Direto Russo/Divulgação via REUTERS
Foto: Reuters

O porta-voz, Harry Roque, fez o anúncio um dia depois de cientistas filipinos se encontrarem com representantes da desenvolvedora da vacina russa, o instituto de pesquisas Gamaleya, para debater os testes e informações sobre a inoculação.

Na terça-feira, a Rússia se tornou o primeiro país do mundo a conceder aprovação regulatória a uma vacina contra covid-19, que será batizada de Sputnik V em homenagem ao lançamento do primeiro satélite do mundo, um feito da antiga União Soviética.

Mas sua decisão de conceder tal chancela antes da finalização dos testes causou preocupação em alguns especialistas, que temem que a nação possa estar colocando o prestígio nacional acima da segurança.

A subsecretária de Saúde das Filipinas, Maria Rosario Vergeire, afirmou à Reuters que todos os testes clínicos precisarão passar pelo processo regulatório.

Os testes clínicos de estágio avançado das Filipinas devem durar de outubro deste ano a março de 2021, já que uma comissão de especialistas em vacinas finalizará sua análise dos testes de Fases 1 e 2 da Rússia em setembro, declarou Roque em uma coletiva de imprensa.

Duterte está determinado a obter acesso a uma vacina, e em julho pediu à China que faça das Filipinas uma prioridade se esta desenvolver uma.

O presidente prometeu que as Filipinas, que sofreram sua maior contração econômica em quase três décadas, estariam "de volta ao normal" até dezembro, apesar de estarem relatando números recordes de infecções diárias de coronavírus desde julho.

O novo coronavírus já infectou mais de 143 mil pessoas e matou 2.404 no país. Um isolamento rígido readotado recentemente dentro e nos arredores da capital Manila dificilmente será prorrogado depois de 18 de agosto, disse o porta-voz presidencial.

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