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Coronavírus

Brasileiro tenta trazer mulher e filhos retidos no Nepal

Antenor dos Santos vive a angústia da espera de eventual ajuda do Itamaraty para voltar a ficar junto da família

4 mai 2020 - 10h04
(atualizado às 15h18)
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O agente social Antenor Aparecido dos Santos é casado com a nepalesa Kabita Lama Ghising, com quem tem dois filhos brasileiros (Daniel, de 4 anos, e Isaak, de 6 anos). Eles moram no Nepal. Mas a pandemia mundial os deixou numa situação difícil e delicada. Antenor veio ao Brasil em fevereiro para tratar de suas atividades profissionais. Estava com voo marcado para regressar ao Nepal em 14 de março.

Exatamente naquela data, o país asiático estabeleceu restrições nos aeroportos do país e isso o impediu de voltar ao convívio com a família.

Desde então, a situação no Nepal ficou ainda mais rígida, do ponto de vista da entrada e saída do país. À distância, Antenor vive a amargura de dias incertos, com suas crianças lhe cobrando a presença e sua esposa em dificuldades de se manter na cidade em que estão – a capital Katmandu.

Daniel no colo da mãe, Kabita, e Isaak nos braços do pai, Antenor: família vide drama da separação imposta por fechamento de fronteiras no Nepal
Daniel no colo da mãe, Kabita, e Isaak nos braços do pai, Antenor: família vide drama da separação imposta por fechamento de fronteiras no Nepal
Foto: Divulgação

“Os meninos me perguntam: ‘papai, cadê você?, quando o avião vai te trazer?’ É de cortar o coração. Eu já tinha preparado uma mala de presentes para os dois quando houve o fechamento de fronteiras no Nepal.”

Os parentes mais próximos de Kabita estão a cerca de 200 km de Katmandu e não há como ter uma aproximação com qualquer um deles por causa dos bloqueios nas estradas e nos acessos a cidades do Nepal. Isso também aumenta a intranquilidade de Antenor. “A polícia não deixa ninguém circular pelas ruas. Quem não cumpre a determinação, recebe multas pesadíssimas.”

Diante desse cenário, Antenor considera muito mais viável que sua família consiga autorização para deixar o Nepal e vir para o Brasil, a fim de que eles possam ficar juntos de novo durante a pandemia. Por isso, tenta uma ajuda do governo brasileiro para que Kabita e os pequenos Daniel e Isaak possam ser realocados num voo de resgate para o Brasil ou, em última instância, consigam deslocamento para outro país, na Europa ou em Dubai (Emirados Árabes Unidos), por exemplo. Se isso for possível, Antenor se compromete a ir buscá-los fora do Nepal.

"São dias intermináveis, com muitas saudades e apreensão."

O agente social ficou conhecido no Brasil e no país onde mora há 13 anos por suas ações humanitárias em 2015, após um terremoto devastador no Nepal, no qual morreram milhares de pessoas. Ele e sua esposa percorreram locais inóspitos para prestar primeiros socorros às vítimas e organizaram campanhas que arrecadaram toneladas de alimentos doados aos que perderam suas casas. Na oportunidade, Antenor deu entrevistas para várias publicações do mundo.

O Portal Terra enviou ao Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) o pedido de uma manifestação oficial a respeito do caso de Antenor, esposa e filhos. Eis a resposta do órgão do governo federal.

“Informamos que o Itamaraty organizou voo de repatriação desde Nova Delhi (capital da Índia), operação que incluiu o transporte de brasileiros retidos no Nepal até aquela cidade. Não há previsão no momento de nova operação dessa natureza, mas a situação é reavaliada constantemente, à luz dos novos acontecimentos.

O brasileiro pode entrar em contato com o Grupo de Crises, cujo número para casos na Ásia e Oceania é +55 61 98260-0613, para verificar as opções disponíveis de repatriação de sua família. Sugerimos também contato com a Embaixada do Brasil em Katmandu, que pode verificar a possibilidade de viabilizar, junto ao governo nepalês, o translado interno da família do brasileiro (http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/seu-destino/nepal#rede-consular-do-brasil).”

Fonte: Sílvio Barsetti
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