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Aprovação de Trump ao coronavírus atinge baixa recorde

Presidente foi amplamente criticado por insinuar que gostaria de diminuir os exames de detecção da doença

24 jun 2020
09h27
atualizado às 09h35
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A aprovação dos norte-americanos à maneira como o presidente Donald Trump está tratando da pandemia de coronavírus atingiu o menor nível já registrado, mostrou a pesquisa de opinião Reuters/Ipsos mais recente, enquanto os casos novos de covid-19 aumentaram e Trump foi amplamente criticado por insinuar que gostaria de diminuir os exames de detecção da doença.

Presidente dos EUA, Donald Trump, em Phoenix, no Arizona
23/06/2020 REUTERS/Carlos Barria
Presidente dos EUA, Donald Trump, em Phoenix, no Arizona 23/06/2020 REUTERS/Carlos Barria
Foto: Reuters

A sondagem de 22 e 23 de junho também mostrou que a maioria dos norte-americanos quer que John Bolton, ex-conselheiro de Segurança Nacional de Trump, deponha ao Congresso sob juramento depois que ele acusou seu ex-chefe de má conduta em um livro, o que incluiu pedir ajuda do presidente chinês, Xi Jinping, para se reeleger.

Na pesquisa, 37% dos entrevistados aprovaram a maneira como Trump reagiu à pandemia, o menor índice já registrado desde que a Reuters/Ipsos começou a fazer a pergunta no início de março. O percentual dos que desaprovam é de 58%.

Faltando pouco mais de quatro meses para a eleição geral de 3 de novembro, Joe Biden, o virtual candidato presidencial democrata, tem uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre Trump entre eleitores registrados, de acordo com a sondagem mais recente --menos do que os 13 pontos de uma pesquisa semelhante da semana passada.

Trump demorou para reconhecer publicamente a gravidade do surto de coronavírus, que já matou mais de 120 mil norte-americanos, e pressiona Estados a reabrirem antes de especialistas dizerem que é seguro fazê-lo.

Em seu primeiro comício em meio à pandemia, realizado em Oklahoma no sábado, o presidente declarou a milhares de apoiadores que fazer exames é uma "faca de dois gumes" e que pediu às autoridades de saúde que desacelerem os exames em reação à preocupação do público com o número crescente de casos.

Na terça-feira, autoridades do governo disseram que Trump na verdade não lhes fez tal pedido.

Os casos aumentaram 25% nacionalmente, de acordo com a contagem de sete dias mais recente, cifra decorrente de aumentos em vários Estados, como Texas, Arizona e Flórida, que têm sido mais lenientes com o distanciamento social.

Trump vem perdendo apoio de maneira contínua em uma gama ampla de eleitores desde março. Os norte-americanos criticam cada vez mais sua reação à pandemia e a uma onda de protestos ocorrida após a morte de George Floyd, um homem negro, pela ação de um policial branco no dia 25 de maio na cidade de Mineápolis.

A pesquisa Reuters/Ipsos entrevistou 1.115 adultos, sendo 503 democratas e 408 republicanos, e tem intervalo de credibilidade, uma medida de precisão, de três pontos percentuais.

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