Como proteger seus pés: ortopedista alerta para riscos de traumas e desgaste natural
Descubra as principais medidas de prevenção contra lesões, o impacto dos calçados na sua coluna e como as novas tecnologias cirúrgicas ajudam na recuperação
A cada 25 anos de vida, um ser humano caminha, em média, cerca de 40 mil quilômetros, o que representa o equivalente a uma volta completa ao redor do mundo com os pés. Esse dado impressionante reforça a necessidade de cuidados rigorosos com os membros inferiores para evitar lesões que podem afetar o bem-estar geral. De acordo com informações do ortopedista e traumatologista José Antônio Veiga Sanhudo, membro da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé), os principais fatores de risco para desordens nessa região são os traumas domésticos, lesões esportivas e acidentes de trânsito. O especialista ressalta que o impacto repetitivo das caminhadas ao longo das décadas causa um desgaste natural das articulações e o desenvolvimento de deformidades.
As intervenções cirúrgicas na região do pé são, em sua maioria, motivadas por traumas, desgastes e condições adquiridas, como o joanete e o pé plano. Sanhudo, que também atua no desenvolvimento de dispositivos médicos com a NeoOrtho, destaca que o uso de calçados inadequados é um dos grandes vilões da saúde ortopédica. Escolher sapatos que não oferecem estabilidade e amortecimento pode desencadear dores não apenas nos pés, mas também nas pernas e na coluna. "É fundamental escolher sapatos que ofereçam uma combinação de estabilidade e amortecimento eficaz para absorver o impacto e proporcionar estabilidade durante a marcha", explica o médico. O ajuste deve ser perfeito desde o início para evitar bolhas, calos e insegurança ao caminhar.
A prática de esportes também exige atenção redobrada com os pés, especialmente com o aumento do envolvimento da população em atividades físicas em São Paulo. O ortopedista estima que o número de lesões tenha crescido proporcionalmente a esse engajamento. Ele sugere que, além do calçado específico para cada modalidade, o uso de palmilhas e órteses pode ajudar a corrigir problemas de alinhamento. A manutenção do peso corporal e exercícios de propriocepção são essenciais para minimizar entorses e fraturas. No ambiente doméstico, o cuidado deve ser redobrado em escadas e banheiros, onde o uso de barras de apoio e iluminação adequada previne quedas graves.
Outro ponto de alerta é o crescimento dos casos de diabetes no Brasil, que atingiu 12,9% da população. A doença pode levar ao chamado "pé diabético", caracterizado pela perda de sensibilidade e riscos de amputação. "É fundamental controlar adequadamente a doença, para minimizar a ocorrência das complicações mais graves da diabetes", afirma José Sanhudo. Para aqueles que já sofrem com desordens debilitantes, a tecnologia tem sido uma grande aliada. O lançamento de sistemas de placas anatômicas, como o Neofix Pé, permite cirurgias mais precisas e restaura a autonomia do paciente. "O restabelecimento da autonomia e mobilidade nos casos de pacientes com deformidades severas é grandemente facilitado pela utilização de implantes de qualidade", conclui o especialista.
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