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Como descobrir seu estilo de decoração? 5 dicas para deixar a casa com a sua cara

Arquiteta aponta que entender hábitos antes de escolher cores e móveis ajuda a criar ambientes mais bonitos, confortáveis e funcionais

28 ago 2026 - 14h34
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Resumo
Descobrir o estilo de decoração ideal exige priorizar a personalidade e a rotina dos moradores em vez de apenas seguir tendências. O segredo para criar um lar autêntico está em entender a funcionalidade do espaço e os gostos pessoais, permitindo a mistura harmoniosa de estilos. Para garantir longevidade, o ideal é investir em uma base com peças atemporais e duradouras, reservando novidades e modismos passageiros para detalhes fáceis de trocar, como pequenos objetos e almofadas.

A decoração de uma casa não precisa seguir uma tendência específica para funcionar. Mais importante do que reproduzir o ambiente visto nas redes sociais é entender o que combina com a rotina, os gostos e a personalidade de quem vive naquele espaço.

Arquiteta aponta que entender hábitos antes de escolher a decoração ajuda a criar ambientes mais bonitos, confortáveis e funcionais
Arquiteta aponta que entender hábitos antes de escolher a decoração ajuda a criar ambientes mais bonitos, confortáveis e funcionais
Foto: Zakharova Elena/Getty Images / Perfil Brasil

De acordo com a arquiteta Sandra Nita, da Vila 11, esse processo começa antes mesmo da escolha dos móveis ou das cores. A profissional reuniu cinco pontos, então, que podem ajudar a descobrir qual estilo faz mais sentido para cada pessoa.

1. Entenda como você vive

Antes de escolher qualquer elemento, vale observar a relação que você tem com a própria casa. O ambiente é usado principalmente para descansar? Receber amigos? Trabalhar? Ter momentos de lazer? Essas respostas ajudam a definir escolhas que vão além da estética.

"A decoração precisa ir além do visual. Ela deve traduzir a forma como a pessoa vive, suas necessidades diárias e o que a faz se sentir confortável dentro de casa", explica Sandra.

2. Preste atenção no que você gosta

Outro passo é observar quais elementos você costuma escolher naturalmente e como eles influenciam suas emoções. Pense nas cores, nos materiais e nas texturas que mais chamam sua atenção e que você gostaria de ter por perto no dia a dia.

Se você sempre se sente atraído por madeira, tecidos naturais e tons neutros, por exemplo, essas escolhas podem indicar uma preferência por ambientes mais acolhedores e tranquilos. Já quem gosta de metais, contrastes e cores marcantes pode se identificar com propostas mais modernas e ousadas.

3. Não tenha medo de misturar estilos

A decoração também não precisa caber em uma única categoria. Um ambiente pode combinar elementos modernos, clássicos, naturais ou industriais, desde que exista equilíbrio entre eles.

A mistura pode ser justamente o que deixa o espaço mais pessoal. O segredo está em encontrar pontos de conexão entre os objetos, materiais e cores, evitando que o ambiente pareça apenas uma reunião de referências diferentes.

4. Deixe as tendências nos detalhes

As tendências podem trazer novidades para a casa, mas não precisam dominar o projeto inteiro. Uma maneira de aproveitá-las é apostar em itens que possam ser substituídos com facilidade. Almofadas, quadros e objetos decorativos são algumas possibilidades.

Assim, quando uma tendência perder força, a mudança pode acontecer sem exigir uma transformação completa do ambiente. Da mesma forma, peças mais duradouras podem seguir uma estética que continue fazendo sentido mesmo depois de algumas temporadas.

5. Pense no que permanece

Escolhas atemporais ajudam a evitar que a decoração dependa exclusivamente daquilo que está em alta. Móveis e elementos principais podem acompanhar diferentes fases da vida, enquanto detalhes menores ganham atualizações ao longo do tempo.

A ideia, contudo, não é abrir mão das tendências ou transformar a casa em um ambiente neutro. O objetivo é criar uma base que continue funcionando ao longo do tempo e permita mudanças sem perder a identidade dos moradores. "Quando o espaço é pensado de forma personalizada, ele se transforma em mais do que um cenário bonito e vira uma extensão da vida de quem mora ali", reforça a arquiteta.

Perfil Brasil
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