Aécio Neves diz que 'mudou de rota' e confirma candidatura ao Senado em Minas Gerais
Presidente do PSDB havia anunciado que não disputaria a eleição; ele estará na chapa de Alexandre Kalil (PDT)
O deputado Aécio Neves (PSDB) confirmou sua candidatura ao Senado por Minas Gerais após uma "mudança de rota", substituindo os nomes antes registrados pela aliança entre PDT e a Federação PSDB-Cidadania. Ele integrará a chapa de Alexandre Kalil (PDT) ao governo estadual, motivado por apelos de líderes políticos e empresariais. Apesar da coligação com o PDT, Aécio reiterou que não apoiará a reeleição de Lula, buscando posicionar o PSDB como liderança nacional para além da polarização atual.
Presidente nacional do PSDB, o deputado federal Aécio Neves confirmou nesta sexta-feira, 28, que será candidato a senador por Minas Gerais. Ele chamou a decisão de "mudança de rota", já que no início do mês havia divulgado que não disputaria a eleição.
O registro das candidaturas terminou no dia 15 de agosto. Porém, a legislação permite que, em caso de renúncia, o candidato possa ser substituído até 20 dias antes da eleição - no pleito deste ano, 14 de setembro.
No caso de Aécio, ele será o único candidato na coligação entre PDT e a Federação PSDB-Cidadania. Os dois candidatos registrados até o momento protocolaram a renúncia: Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT), irmão do deputado federal Mário Heringer (PDT).
O anúncio da candidatura foi feito por Aécio nas redes sociais. Na gravação, ele aparece dirigindo um carro na cidade de São João del Rei (MG), terra natal do avô, o ex-presidente Tancredo Neves.
Segundo Aécio, ele mudou de ideia porque foi "chamado à responsabilidade" por lideranças políticas do interior do Estado, empresários e movimentos sociais.
"Mudei de rota. O Senado nunca foi tão relevante para nosso estado como será agora. Quero colocar minha experiência, a nossa força política como presidente nacional de um partido, a serviço dos reais interesses dos mineiros", disse o candidato.
Aécio estará na chapa do candidato a governador Alexandre Kalil (PDT), que tem o PSDB como único partido a apoiá-lo. Questionado sobre a entrada do ex-governador de Minas, Kalil disse que é um homem de palavra e que a vaga de senador sempre foi de Aécio.
Em uma coletiva de imprensa na capital mineira, o tucano disse que respeita a opção do PDT apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nacionalmente, mas que não embarcará no apoio ao petista.
"Eu tenho absoluta convicção que vamos viver, nessas eleições, a última eleição radicalizada. E quero, com a ajuda de Paulo Abi-Ackel [presidente do PSDB em Minas] e de tantos outros companheiros, de candidatos a governador como Ciro Gomes, como o JHC, colocar o PSDB na liderança no Brasil de um projeto para 2030?, afirmou Aécio.
Ele também minimizou o fato do PSDB e Kalil terem sido adversários na política mineira ao longo dos últimos anos. "Se estivemos distantes no passado, nada impede que estejamos juntos hoje. Da minha boca jamais saiu qualquer crítica a ele", disse o tucano.
Aécio Neves governou Minas Gerais entre 2003 e 2010. Em seguida, foi eleito senador, mandato que cumpriu até 2018. Nas duas últimas eleições, Aécio se candidatou a deputado federal, obtendo êxito tanto em 2018 quanto em 2022.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.