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Comitê do Banco Central reduz a taxa Selic para 14,5% ao ano

Saiba como a queda da taxa Selic impacta a inflação e por que o Banco Central adotou cautela diante da disparada do preço do petróleo

29 abr 2026 - 19h24
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (29) reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira. A taxa Selic sofreu um corte de 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50% ao ano. De acordo com informações do g1, este movimento ocorre em um cenário global complexo, marcado por fortes incertezas econômicas. A Selic funciona como o principal instrumento da autoridade monetária para controlar a inflação, afetando diretamente o custo de vida, especialmente para a população de menor renda. A decisão foi tomada em um momento de pressão externa devido aos conflitos geopolíticos que impactam o nível de preços ao redor do mundo.

Banco Central
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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil / Perfil Brasil

O novo corte dos juros acontece simultaneamente à guerra no Oriente Médio, fator que tem gerado preocupação sobre a inflação global. O colegiado mencionou explicitamente o impacto dos conflitos internacionais em seu comunicado oficial para justificar a condução da política monetária nacional. "No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo", diz o texto divulgado pela autarquia.

A alta no preço do petróleo é um dos pontos críticos monitorados, pois já impulsiona o valor dos combustíveis no mercado interno. Analistas do setor financeiro divergem sobre a continuidade do ciclo de baixas, com alguns defendendo uma pausa estratégica para evitar o descontrole inflacionário. Atualmente, o Copom é formado pelo presidente do BC e por oito diretores. Desde o ano de 2025, os indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva formam a maioria no colegiado, assumindo a responsabilidade direta pelas decisões. Na reunião desta semana, o Diretor de Administração, Rodrigo Alves Teixeira, não participou dos debates.

As decisões do Banco Central seguem o sistema de metas contínuas, fixado em 3% desde o início do ano passado. Para o objetivo ser considerado cumprido, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve oscilar entre 1,5% e 4,5%. O BC projeta suas ações com foco no futuro, olhando para 2027, uma vez que as alterações na Selic demoram de seis a 18 meses para surtir efeito pleno na economia. Na semana passada, o mercado financeiro estimou que a inflação para o próximo ano ficará em 4%, patamar que permanece acima da meta central, exigindo vigilância constante das autoridades.

Perfil Brasil
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