Ministro do Irã volta ao Paquistão para apresentar demandas aos EUA
Teerã quer fim de bloqueio americano ao Estreito de Ormuz e compensações financeiras. Acompanhe o conflito.
Representantes de Israel e Líbano se reuniram pela segunda vez em Washington nesta quinta-feira (23/04)
Trump prorroga cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. Trégua, que terminaria na próxima segunda-feira (27/04), foi estendida por mais "três semanas"
No entanto, ataques de Israel no Líbano e do Hezbollah a Israel continuam
EUA interceptam segundo navio-tanque no Oceano Índico
EUA negam que navios tenham burlado bloqueio aos portos do Irã
Trump ordena que Marinha "atire e destrua" barcos iranianos que colocam minas no Estreito de Ormuz
Irã ataca três navios no Estreito de Ormuz e captura dois deles, após Donald Trump anunciar que manteria bloqueio sobre portos iranianos
Enviado do Irã deixou o Paquistão neste sábado (25/04) sem se reunir com americanos. Trump cancelou envio de representantes.
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Israel e Hezbollah se acusam de violar o cessar-fogo
Israel e o Hezbollah trocaram acusações neste domingo (26/04) sobre violações do cessar-fogo no Líbano.
"As violações do Hezbollah estão, na prática, desmantelando o cessar-fogo", disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante sua reunião semanal de gabinete. "Estamos agindo vigorosamente de acordo com os entendimentos acordados com os Estados Unidos e também com o Líbano."
Mais cedo, as Forças Armadas de Israel emitiram ordens de evacuação para moradores de sete vilarejos no sul do Líbano, prometendo "ação decisiva" após o que classificaram como violações do cessar-fogo pelo Hezbollah.
Aviões de guerra israelenses lançaram um ataque contra Kfar Tibnit, provocando vítimas, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano. A cidade fica ao norte do rio Litani, ou seja, para além do limite da "zona de segurança" estabelecida por Israel no sul do país.
O Exército de Israel afirmou ainda que realizou "ataques de artilharia e aéreos contra terroristas e locais de infraestrutura militar" usados pelo Hezbollah "ao norte da linha de defesa avançada" — a chamada Linha Azul.
Outro ataque israelense atingiu o vilarejo de Zawtar al-Sharqiyah destruiu uma mesquita e outro prédio religioso, segundo a agência.
Também foram registrados bombardeios em vários vilarejos da fronteira, de acordo com informações da agência.
Pouco depois das declarações de Netanyahu, os militares disseram ter interceptado três drones que seguiam em direção ao território israelense.
Hezbollah acusa violações; soldado israelense morre
Já o Hezbollah divulgou vários comunicados neste domingo afirmando que seus combatentes atacaram tropas e posições israelenses em resposta a violações do cessar-fogo por parte de Israel.
"As contínuas violações do cessar-fogo pelo inimigo e, sobretudo, sua contínua ocupação de território libanês e as violações da soberania do país serão enfrentadas com uma resposta e com a resistência para defender nossa terra e nosso povo", afirmou o grupo em comunicado.
O Exército de Israel informou na noite de domingo que um de seus soldados foi morto "durante combates" no sul do Líbano e que outros seis ficaram feridos, quatro deles em estado grave.
O Ministério da Saúde do Líbano elevou para 2.509 mortos e 7.755 feridos o número de vítimas dos ataques israelenses desde o início da guerra, em 2 de março.
A força de paz da ONU, a UNIFIL, informou que realizou um memorial em Beirute para um soldado indonésio que integrava a missão e morreu na sexta-feira, após ter sido ferido em uma explosão no sul do Líbano no mês passado.
Uma investigação preliminar da ONU concluiu que um projétil disparado por um tanque israelense causou a explosão.
gq (AFP)
Chanceler do Irã discute Ormuz com sultão de Omã
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reuniu neste domingo (26/04) com o sultão do Omã, Haitham bin Tariq.
Os dois discutiram a passagem de navios no Estreito de Ormuz, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Irã. Aragchi agradeceu a Omã por sua "abordagem responsável ao auxiliar processos diplomáticos".
As negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã vinham sendo facilitadas por Omã até que os EUA e Israel declararam guerra ao Irã no fim de fevereiro. O ministro das Relações Exteriores de Omã, que também esteve na reunião de domingo, continuou a defender o diálogo.
Araghchi também pediu que os países da região do Golfo busquem uma segurança coletiva "livre de intervenção dos EUA". Anteriormente, Teerã chegou a defender uma cobrança de "pedágio" para o tráfego em Ormuz, com lucros compartilhados com Omã.
gq (DW)
Emissário do Irã volta ao Paquistão com demandas antes de encontrar Putin na Rússia
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, voltou ao Paquistão neste domingo (26/04), em meio às tentativas de retomar as negociações para um cessar-fogo entre Teerã e Washington.
Araghchi havia deixado Islamabad no fim da noite de sábado, antes que pudesse se encontrar com representantes americanos, descartando conversas diretas. O gesto gerou confusão sobre o rumo das negociações de paz.
Na sexta-feira, a Casa Branca anunciou que enviaria os emissários Steve Witkoff e Jared Kushner à capital do Paquistão. Mas, pouco depois da notícia da saída de Araghchi, o presidente Donald Trump afirmou que havia cancelado a missão por falta de progresso com o Irã.
O que o Irã quer
Neste domingo, Araghchi decidiu retornar à capital do Paquistão antes de seguir para um encontro com Vladimir Putin na Rússia na segunda-feira, informou a mídia estatal iraniana.
O ministro estava em Omã, que anteriormente mediou negociações e fica do outro lado do Estreito de Ormuz, hidrovia cujo bloqueio desde o início da guerra tem golpeado seriamente a economia global.
O Irã quer convencer o Omã a apoiar um mecanismo para cobrar pedágios de embarcações que transitam pelo estreito, por onde passa um quinto do petróleo mundial em tempos de paz, informou uma fonte governamental à agência de notícias AP. E insiste no fim do bloqueio americano ao tráfego de navios iranianos por Ormuz como condição para uma nova rodada de negociações com os americanos.
Dentre as exigências de Teerã também estão o pagamento de indenizações de guerra e garantias de que o regime não será alvo de novos ataques militares, informou a agência Tasnim. Mas, diferentemente do que sugeriu Trump no sábado, o Irã não estaria disposto a negociar sobre seu programa nuclear.
Dois funcionários paquistaneses, falando sob condição de anonimato, não disseram quando os americanos poderiam retornar à região para dar seguimento às conversas presenciais realizadas no início deste mês.
Atualmente, está em vigor um cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã. A trégua foi prorrogada por Trump na semana passada por tempo indeterminado, mas um acordo permanente ainda não foi alcançado.
ra (AP, dpa)
Israel lança novos ataques contra o Líbano
A mídia estatal libanesa informou neste sábado (25/04) que uma série de novos ataques israelenses atingiram quatro localidades no sul do Líbano, após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenar que as forças armadas atacassem o Hezbollah diante de supostas violações do cessar-fogo.
A Agência Nacional de Notícias relatou dois ataques em uma cidade do distrito de Bint Jbeil, outro bombardeio atingiu o distrito de Tiro. Explosões também foram registradas em mais duas cidades no distrito de Nabatieh.
O Exército israelense afirmou, em comunicado, que "atingiu infraestrutura terrorista do Hezbollah usada para fins militares em todo o sul do Líbano" e que "continuará a operar de forma decisiva contra ameaças".
Os ataques continuam apesar do cessar-fogo anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
gq (AFP)
Alemanha envia navios ao Mediterrâneo para futura missão em Ormuz
O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse ao jornal alemão Rheinische Post que, "para ganhar tempo", navios da Marinha alemã serão deslocados para o Mar Mediterrâneo, de modo que possam se juntar a uma missão internacional para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz quando chegar o momento.
"Um envio ao [Estreito de Ormuz] só é possível quando tivermos um mandato do Parlamento alemão", afirmou ao jornal. "Para ganhar tempo, decidimos enviar algumas das unidades ao Mediterrâneo antes do previsto, para não perder nenhum tempo assim que tivermos o mandato".
Ele observou que o governo adotou um curso de ação semelhante antes da missão Aspides da União Europeia no Mar Vermelho, iniciada em fevereiro de 2024 em resposta a ataques houthis.
"Isso acelerou substancialmente o início do envio", disse Pistorius.
Sem indicar quando o deslocamento ocorreria, afirmou que um caça-minas e um navio de apoio seriam enviados, com a redução de missões em outras áreas, em acordo com parceiros.
Mais tarde, no sábado, uma porta-voz do Ministério da Defesa disse à agência de notícias dpa que a Marinha alemã planeja deslocar, nos próximos dias, o navio caça-minas Fulda.
"Isso constitui um pré-posicionamento em preparação para uma possível participação da Bundeswehr em uma missão multinacional para garantir a segurança do Estreito de Ormuz", afirmou.
Ormuz permanece fechado
O Irã bloqueou o tráfego que passa pelo estreito em resposta a ataques dos Estados Unidos e de Israel iniciados em 28 de fevereiro. Apesar de um cessar-fogo, Teerã manteve a via marítima estratégica fechada devido a umbloqueio dos EUA aos portos iranianos.
Cerca de um quinto do petróleo e do gás do mundo passa pelo estreito, e o fechamento por quase dois meses teve impactos significativos sobre economias em todo o mundo.
A Alemanha, assim como outros aliados da Otan, irritou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao se recusar a entrar na guerra, mas prometeu ajudar a garantir a navegação pelo estreito com apoio de caça a minas e reconhecimento.
gq (dpa, DW)
Irã rejeita conversas diretas com americanos; Trump cancela envio de negociadores
O ministro iraniano do Exterior, Abbas Araqchi, deixou o Paquistão neste sábado (25/04) sem se reunir com enviados dos Estados Unidos.
No dia anterior, a Casa Branca anunciara que o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, viajariam a Islamabad para manter conversas com autoridades iranianas.
No entanto, o Irã descartou negociações diretas. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai, disse que Teerã transmitirá suas condições para o fim da guerra aos americanos através dos mediadores paquistaneses. A informação foi confirmada por Araqchi.
"Compartilhamos a posição do Irã quanto a um quadro viável para pôr fim permanentemente à guerra contra o Irã. Ainda não vimos se os EUA estão realmente sérios quanto à diplomacia", escreveu nas redes sociais.
À agência de notícias Reuters, uma fonte diplomática do Irã disse que o país não aceitará "demandas maximalistas" dos EUA.
Horas depois, Trump anunciou que cancelou a ida de Witkoff e Kushner ao Paquistão.
"Nós temos todas as cartas. Eles podem nos ligar a qualquer momento que quiserem, mas vocês não vão mais fazer voos de 18 horas para ficar sentados conversando sobre nada", disse Trump sobre a conversa que teve com sua equipe.
Questionado pelo veículo americano Axios se isso significava uma retomada das hostilidades, Trump respondeu: "Não. Não significa isso. Ainda não pensamos nisso."
ra (EFE, AFP, Reuters)
Líbano contabiliza quatro mortos em ataques israelenses no sul
Quatro pessoas foram mortas no sul do Líbano neste sábado (25/04) por ataques israelenses, informou o Ministério da Saúde do país.
As mortes ocorreram apesar de um cessar-fogo prorrogado nesta semana na guerra entre Israel e a milícia libanesa Hezbollah.
Horas depois, os militares israelenses anunciaram que as vítimas eram ligadas ao Hezbollah, e que três delas estavam a bordo de um veículo carregado de armas. Também comunicaram a morte de outros dois combatentes do grupo em outra área do sul do Líbano.
A agência estatal National News Agency (NNA) também relatou bombardeios de artilharia israelense em vários locais do sul do Líbano e uma "explosão violenta" em Khiam, uma cidade estratégica no leste do Líbano, perto da fronteira com Israel.
Já os militares israelenses reportaram o disparo de mísseis contra Israel à tarde, tendo um deles caído em uma área aberta, mas sem provocar danos ou mortes. Os disparos foram confirmados por fontes de segurança libanesas.
O Exército de Israel voltou a alertar moradores para que não retornem a dezenas de localidades no sul do Líbano dentro da chamada "linha amarela", que se estende por cerca de 10 quilômetros dentro do território libanês ao longo de toda a fronteira.
Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação por três semanas do cessar-fogo no Líbano. A trégua, porém, tem sido frágil, com ambos os lados se acusando de violar o acordo.
Soldados israelenses permanecem estacionados no sul do Líbano. Pelos termos do cessar-fogo, Israel pode se defender de ataques planejados, iminentes ou em curso, mas deve se abster de operações "ofensivas" contra alvos no país.
ra (dpa, DW)
Pela 1ª vez em quase dois meses, Irã reabre espaço aéreo para voos comerciais
O Irã retomou neste sábado (25/04), pela primeira vez em quase dois meses de guerra com EUA e Israel, voos comerciais a partir do aeroporto internacional de Teerã.
A informação, anunciada pela mídia estatal iraniana, vem dias após uma extensão do cessar-fogo no conflito por decisão do presidente americano, Donald Trump.
Aviões decolaram do Aeroporto Internacional Imam Khomeini, em Teerã, com destino a Istambul, à capital de Omã, Mascate, e à cidade saudita de Medina.
O Flightradar24, uma plataforma de monitoramento de voos, mostrou que pelo menos três voos com destino a Istambul partiram na manhã deste sábado.
O espaço aérea iraniano ficou fechado desde o início da guerra até o início deste mês, quando um cessar-fogo possibilitou a reabertura parcial. O conflito provocou o cancelamento e forçou a mudança de rota de dezenas de milhares de voos pelo Oriente Médio.
ra (AP, Reuters)
Alemanha corta pela metade previsão de crescimento do PIB em meio a efeitos da guerra
Apenas três meses após projetar um avanço de 1% para seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, o governo alemão revisou os dados e cortou a estimativa pela metade. A maior economia da Europa agora deve crescer apenas 0,5% no próximo ano, informaram as autoridades, abaixo da previsão divulgada em janeiro.
O choque energético provocado pela guerra no Oriente Médio foi apontado como o principal responsável pela revisão do cenário econômico, que também levou o governo a cortar a previsão de crescimento de 2027 para 0,9%, ante 1,3% calculado anteriormente.
Havia grandes expectativas de que o pacote de gastos públicos do chanceler federal alemão Friedrich Merz faria o país voltar a crescer após anos de estagnação. Mas o salto nos preços do petróleo e do gás desde o início da guerra no Irã impactou a economia, elevando a inflação e aumentando os custos para os fabricantes, setor crucial do país.
"A escalada nos fez recuar economicamente", afirmou a ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche ao apresentar os dados nesta quarta-feira (22/04). "A situação continua altamente volátil."
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EUA enviam equipe ao Paquistão para conversas com chanceler iraniano
Os emissários americanos Steve Witkoff e Jared Kushner viajam ao Paquistão neste sábado (25/04) para dar continuidade às negociações com o Irã, informou a Casa Branca nesta sexta-feira (24/04).
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karolien Leavitt, disse em entrevista ao canal Fox News que os dois terão reuniões com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. O irianiano confirmou que vai ao Paquistão, mas não informou se participará de conversas com a parte americana.
"Estamos esperançosos de que será uma conversa produtiva e que ajude a avançar rumo a um acordo", afirmou Leavitt.
Ela disse que o vice-presidente JD Vance não viajará, mas que continua "profundamente envolvido".
Vance permanecerá nos Estados Unidos, assim como o secretário de Estado Marco Rubio e a equipe de segurança nacional do presidente, de "sobreaviso" para viajar ao Paquistão "se necessário".
Merz sugere alívio de sanções europeias ao Irã; UE é mais cautelosa
O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, sugeriu nesta sexta-feira (24/04) que a União Europeia (UE) poderia aliviar sanções contra Teerã como parte de um acordo abrangente que encerraria a guerra com o Irã. Outros líderes da UE, porém, adotaram um tom mais cauteloso.
A UE, composta por 27 países, impõe sanções ao Irã há anos, incluindo proibições de viagem e congelamento de ativos de autoridades e entidades de alto escalão. Os vetos resposdem a violações de direitos humanos, atividades nucleares e apoio militar à Rússia.
Autoridades dos Estados Unidos sugerem que um acordo amplo envolvendo os programas nuclear e de mísseis do Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz poderia levar a um fim da guerra.
Após uma cúpula da UE no Chipre, Merz disse que o bloco poderia aliviar gradualmente as sanções contra o Irã caso um acordo abrangente fosse alcançado.
Os líderes europeus têm sido em grande parte deixados de lado nas negociações do atual conflito no Oriente Médio, mas alguns funcionários europeus veem as sanções do bloco como uma possível forma de a UE se envolver em uma solução diplomática.
"O alívio das sanções pode fazer parte de um processo", disse Merz a jornalistas após a cúpula em Nicósia.
"Ninguém se opôs a isso. É, por assim dizer, parte da contribuição que podemos dar para avançar esse processo e, com sorte, levar a um cessar-fogo permanente."
Antonio Costa diz ser cedo para discutir sanções
Mas o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, que presidiu a cúpula, disse ser "cedo demais para falar em aliviar qualquer tipo de sanção",
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avalia que o alívio das sanções só poderia ocorrer após evidências claras de mudanças fundamentais de rumo por parte do Irã.
"Acreditamos que o alívio das sanções deve ser condicionado à verificação da desescalada, particularmente em relação ao progresso no esforço internacional para conter sua ameaça nuclear, e a uma mudança na repressão contra seu próprio povo", disse ela na mesma coletiva.
gq (Reuters)
Combates prosseguem no Líbano apesar de cessar-fogo
Israel e Hezbollah continuam a trocar agressões nesta sexta-feira (24/04), apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado a extensão do cessar-fogo entre os dois lados por mais duas semanas.
Israel afirmou ter atingido posições do Hezbollah em retaliação a foguetes lançados do Líbano contra a cidade de Shtula. Os ataques israelenses também atingiram Deir Aames, localidade fora da zona de segurança que Israel mantém ocupada desde a implementação da trégua. Mais cedo, militares israelenses haviam ordenado que moradores deixassem a área.
O Exército israelense informou ainda que matou seis combatentes do Hezbollah em Bint Jbeil, no sul do Líbano, região que já havia registrado confrontos intensos antes do cessar-fogo. Segundo o comunicado, soldados identificaram militantes armados, houve troca de tiros e dois deles foram mortos. Depois, forças israelenses atacaram a estrutura onde o grupo operava, matando outros quatro.
"Começamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano, e está claro para nós que o Hezbollah tenta sabotar isso", acusou o primeiro‑ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em vídeo divulgado por seu gabinete.
Por outro lado, um parlamentar do Hezbollah, Ali Fayyad, afirmou nesta sexta‑feira que um cessar‑fogo "não faz sentido" diante da continuidade dos ataques israelenses. Foi a primeira reação do grupo apoiado pelo Irã à extensão da trégua anunciada por Trump. Fayyad declarou que o Hezbollah mantém o direito de responder a ofensivas israelenses contra alvos libaneses.
De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, o número de mortos no país desde o início do conflito subiu para 2.491 nesta semana.
gq (OTS, AP)
EUA bloqueiam $344 milhões em criptomoeadas ligadas ao Irã
A Casa Branca congelou 344 milhões de dólares (R$ 1,7 bilhão) em criptomoedas que, segundo autoridades americanas, estavam ligadas ao Irã.
Segundo a CNN americana, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que várias carteiras associadas a Teerã foram sancionadas e que Washington seguirá rastreando recursos que o regime tenta mover para fora do país.
"Vamos rastrear o dinheiro que Teerã está tentando desesperadamente transferir para fora do país e atacar todas as fontes de financiamento ligadas ao regime", afirmou.
A emissora de criptomoedas Tether confirmou ter colaborado com autoridades dos EUA ao bloquear dois endereços após receber informações sobre atividades ilícitas, supostamente ligadas à evasão de sanções e redes criminosas.
gq (Reuters, OTS)
Netanyahu diz que passou por tratamento para câncer de próstata
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (24/04) que, há cerca de um ano e meio, passou por uma cirurgia de próstata. Em seguida, há dois meses e meio, seus médicos descobriram e trataram um pequeno tumor no Hospital Hadassah, em Jerusalém, com radioterapia. Isso não foi anunciado na época.
"Solicitei adiar a divulgação por dois meses para que não fosse publicada no auge da guerra" contra o Irã, disse o líder israelense de 76 anos, para evitar "mais propaganda falsa contra Israel".
Ele afirmou estar saudável e classificou o tumor como um "problema médico menor".
A saúde de Netanyahu foi alvo de especulações nas primeiras semanas da guerra com o Irã, quando imagens falsas geradas por inteligência artificial circularam sugerindo que ele havia morrido, inclusive na mídia estatal iraniana.
gq (AP)
Ministro do Exterior do Irã vai ao Paquistão
O ministro do Exterior do Irã, Abbas Araqchi, está viajando para Islamabad para conversas a respeito da guerra com Estados Unidos e Israel, confirmou a agência de notícias estatal IRNA.
A capital paquistanesa se prepara para uma segunda rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã, embora não se saiba se Araqchi se reunirá com autoridades americanas.
O ministro iniciará uma turnê nesta sexta-feira, que passa por Paquistão, Omã e Rússia, informou a IRNA.
"O objetivo desta viagem é realizar consultas bilaterais, abordar os desdobramentos atuais na região e analisar a situação da guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime israelense contra o Irã", acrescentou a agência.
md (EFE/Reuters/AFP)
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