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Com atos nas ruas, Fridays for Future realiza mobilização global pelo clima

O ato é o primeiro dia de ação global do movimento neste ano, tendo em vista que os ativistas concentraram suas atividades em mobilizações virtuais por causa da pandemia do novo coronavírus

25 set 2020
11h26
atualizado às 16h27
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SÃO PAULO - Integrantes do movimento Fridays for Future, criado pela ativista ambiental Greta Thunberg, estão realizando mobilizações em diferentes partes do mundo nesta sexta-feira, 25. O ato é o primeiro dia de ação global do movimento neste ano, tendo em vista que os ativistas concentraram suas atividades em mobilizações virtuais por causa da pandemia do novo coronavírus.

O Fridays For Future realiza greves estudantis para alertar sobre os problemas ambientais e seus impactos para o futuro. Os jovens adaptaram as ações para evitar a disseminação do vírus durante os atos. Segundo o movimento, em locais em que não for possível fazer a mobilização presencial, os atos online serão mantidos.

Uma das reivindicações do grupo é o compromisso com a meta estabelecida no Acordo de Paris de limitar o aumento médio da temperatura da Terra a 1,5ºC.

"Se quisermos minimizar os riscos de desencadear reações em cadeia irreversíveis além do controle humano, precisamos agir agora. Portanto, é vital que a crise climática não seja esquecida pela sombra do coronavírus, mas seja considerada a prioridade máxima. Fridays For Future continuará protestando enquanto a exploração da natureza puder continuar", informou o movimento em comunicado à imprensa.

Nas redes sociais, os jovens estão compartilhando fotos e vídeos das mobilizações, que contam com cartazes, faixas e passeatas, em Uganda, na Índia, na Austrália e na Alemanha. Greta também está divulgando as ações em sua página no Twitter.

No Brasil, a mobilização será realizada em pequenos grupos e os integrantes vão se concentrar em ações virtuais por causa da covid-19.

"A nossa mobilização vai ser principalmente digital, mas teremos entre quatro e cinco mil pessoas nas rua em ações pequenas e seguindo protocolos da OMS (Organização Mundial da Saúde)", diz Valentina Ruas, de 17 anos, integrante da Fridays for Future no Brasil. O movimento também levou o tema da educação climática e ambiental para 19 escolas.

O agravamento do desmatamento e das queimadas no País é algo que preocupa os jovens que fazem parte do grupo. "É um sentimento de desespero, porque a gente vê o nosso futuro escorrendo pelo ralo. O incêndio no Pantanal foi o pior da história, mas, se a gente não fizer algo, vai ser a mesma coisa no ano que vem e só vai piorar. É agora ou nunca. Quem vai sofrer com as consequências somos nós."

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Estadão
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