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Navio da Marinha atraca no RJ após 6 meses na Antártica

Entre as tarefas executadas pelos pesquisadores, está a coleta de dados em 195 estações oceanográficas

10 abr 2015 18h46
| atualizado às 18h47
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Navio polar de pesquisa da Marinha Almirante Maximiano serviu de plataforma de trabalho para 114 pesquisadores em 13 projetos na Antártica
Navio polar de pesquisa da Marinha Almirante Maximiano serviu de plataforma de trabalho para 114 pesquisadores em 13 projetos na Antártica
Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

O navio polar de pesquisa da Marinha Almirante Maximiano atracou nesta sexta-feira (10) no Rio, após ficar seis meses em missão científica na Antártica. A embarcação havia partido em outubro do ano passado e operou nas Ilhas Shetland do Sul e estreitos de Bransfield, Antártico e Gerlache. No próximo dia 14, é aguardada a atracação do navio de apoio oceanográfico Ary Rongel. Eles participaram da 33ª Operação Antártica (Operantar).

O Almirante Maximiano, em sua sexta comissão, serviu de plataforma de trabalho para 114 pesquisadores em 13 projetos. Os cientistas tiveram à disposição cinco laboratórios, além de equipamentos como guinchos oceanográfico e geológico. O Ary Rongel tem como principal missão prestar apoio logístico e reabastecimento aos módulos antárticos e colaborar com projetos das áreas de oceanografia, hidrografia, biologia, antropologia e meteorologia.

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Entre as tarefas executadas pelos pesquisadores, está a coleta de dados em 195 estações oceanográficas, atingindo profundidades de até 4 mil metros, e de 87 estações geológicas, com profundidade máxima de 3.850 metros. Também foram lançadas 15 boias de deriva e 16 radiosondas. As informações podem se traduzir em importantes dados sobre as condições climáticas do planeta e os reflexos do aquecimento global sobre a vida na região.

Além disso, foram feitas observações científicas da fauna marinha local, incluindo coletas de amostras de pele de baleias orca e a marcação, com rádio transmissor, da primeira baleia finn feita pelo Brasil na Antártica. As informações foram divulgadas pela assessoria de comunicação da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha.

A presença científica brasileira na Antártica integra os esforços do país de manter influência geopolítica sobre o continente. Atualmente, 29 países possuem bases científicas na Antártica: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Bélgica, Bulgária, Chile, China, Coreia do Sul, Equador, Espanha, Estados Unidos, Federação Russa, Finlândia, França, Índia, Itália, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Peru, Polônia, Reino Unido, República Checa, Romênia, Suécia, Ucrânia e Uruguai.

Sete países reivindicam territórios na Antártica: Argentina, Austrália, Chile, Inglaterra, França, Noruega e Nova Zelândia. Porém, nenhuma dessas reivindicações tem reconhecimento internacional, o que faz da Antártica o único continente que não pertence a nenhum país.

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Agência Brasil Agência Brasil
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