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Merkel e Macron defendem "diálogo intenso" com EUA, apesar das diferenças

29 jun 2017
16h35
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A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Emmanuel Macron, defenderam nesta quinta-feira a necessidade de manter um "diálogo intenso" com os Estados Unidos, apesar das diferenças existentes, e ressaltaram a proximidade com os americanos em assuntos militares e de segurança.

"É certo que há diferenças em alguns aspectos, mas importantes coincidências em muitos outros", apontou a chanceler durante a entrevista coletiva com oito líderes europeus presentes em Berlim, em uma reunião preparatória para a cúpula do G20.

Em discurso parecido, Macron, que defendeu o convite feito a Donald Trump para os atos de 14 de julho em Paris pelo Dia da Bastilha, no qual também é comemorado o centenário do fim da I Guerra Mundial, e agradeceu pelo presidente americano ter aceitado comparecer ao seu desfile militar.

A alemã e o francês expressaram, além disso, sua esperança de conseguir emitir um comunicado conjunto do grupo na cúpula do G20 - integrado por potências industriais e países emergentes - nos dias 7 e 8 de julho em Hamburgo, apesar a decisão dos EUA de abandonar o Acordo do Clima de Paris.

A postura americana a respeito da mudança climática e a sua aposta no protecionismo, frente ao livre comércio, são os principais pontos de atrito entre os aliados europeus e os EUA.

A reunião preparatória de Berlim reuniu os líderes de França, Reino Unido, Itália, Espanha, Holanda e Noruega, além de Merkel, na sua qualidade de anfitriã, e os presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk, e da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Merkel e Macron ressaltaram sua aposta no Acordo de Paris como instrumento para combater a mudança climática, apesar da saída dos EUA, enquanto o italiano Paolo Gentiloni lembrou a situação criada na última cúpula do G7, em Taormina, em torno dessa questão.

Na ocasião, os EUA ainda estavam em uma fase de "reflexão" sobre se abandonavam ou não o acordo, apontou Gentiloni, enquanto agora a decisão já está tomada, "lamentavelmente na direção que nós consideramos errônea", disse.

EFE   

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