Ciclone-bomba pode provocar ventos de até 110 km/h; entenda como o fenômeno se forma
Entenda o que é um ciclone-bomba, como ele se forma e por que pode provocar ventos de até 110 km/h e temporais em diversas regiões do Brasil.
A possibilidade de formação de um ciclone-bomba voltou a chamar atenção dos serviços de meteorologia devido à intensificação de um sistema atmosférico sobre o Atlântico Sul. Caso o processo evolua conforme o previsto, o fenômeno poderá provocar ventos muito fortes, chuva intensa e mar agitado em parte do território brasileiro.
As previsões indicam que algumas áreas do Sul e do Sudeste poderão registrar rajadas próximas de 110 km/h, além de temporais capazes de causar transtornos como quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Embora o nome desperte preocupação, o ciclone-bomba não tem relação com explosões. A expressão é usada para identificar um ciclone extratropical que se intensifica de forma muito rápida em um curto intervalo de tempo.
O que caracteriza um ciclone-bomba?
Na meteorologia, um ciclone recebe essa classificação quando ocorre uma queda acentuada da pressão atmosférica em seu centro ao longo de aproximadamente 24 horas.
Essa rápida redução fortalece a circulação dos ventos ao redor do sistema e aumenta significativamente sua intensidade. Quanto mais intensa for essa queda de pressão, maior tende a ser a força das rajadas registradas nas áreas afetadas.
Por isso, a confirmação de que um sistema se transformou em ciclone-bomba depende do acompanhamento contínuo realizado pelos órgãos de monitoramento climático.
Como esse sistema se forma?
O fenômeno normalmente surge durante o encontro entre uma massa de ar frio e outra de ar quente e úmido.
Esse contraste de temperaturas cria condições favoráveis para o desenvolvimento de uma área de baixa pressão na atmosfera. Com o avanço do sistema, a pressão atmosférica diminui rapidamente, acelerando a movimentação do ar e intensificando os ventos.
É justamente essa combinação de fatores que torna o ciclone-bomba um dos eventos meteorológicos mais intensos associados aos ciclones extratropicais.
Quais regiões podem ser afetadas?
Os maiores impactos são esperados na Região Sul, principalmente no Rio Grande do Sul, onde a previsão aponta possibilidade de temporais, queda de granizo e rajadas entre 90 km/h e 110 km/h.
A influência do sistema também poderá alcançar áreas de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais, favorecendo chuva forte e aumento da velocidade dos ventos.
Em alguns municípios, o volume de chuva pode ser elevado em poucas horas, aumentando o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.
Quais são os principais riscos?
Entre os impactos mais comuns associados ao ciclone estão:
- ventos intensos com potencial para derrubar árvores e postes;
- destelhamento de imóveis;
- interrupção no fornecimento de energia elétrica;
- ressaca e mar agitado em áreas costeiras;
- temporais acompanhados de descargas elétricas;
- possibilidade de granizo em algumas localidades.
Monitoramento continua
Os institutos de meteorologia seguem acompanhando a evolução do sistema para verificar se ele atenderá aos critérios técnicos que caracterizam oficialmente um ciclone-bomba.
Enquanto isso, a orientação é que moradores das regiões com previsão de ventos fortes e temporais acompanhem os avisos emitidos pelos órgãos oficiais e evitem áreas consideradas de risco durante a passagem do fenômeno.
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