Carla Zambelli é ouvida pela Justiça na Itália e permanece presa
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) continuará detida na Itália enquanto aguarda uma nova decisão do processo de extradição. Ela é considerada foragida pelas autoridades brasileiras após ser condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão está relacionada à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com participação do hacker Walter Delgatti Neto.
Na manhã desta quarta-feira (27), Zambelli compareceu ao Tribunal de Apelações, em Roma, para uma nova audiência sobre o caso. A defesa da parlamentar tentou convencer a Justiça italiana a permitir que ela aguardasse o desfecho em liberdade, alegando problemas de saúde.
Quais são os próximos passos do caso?
Durante a sessão, o juiz responsável solicitou mais tempo para examinar documentos apresentados pelas partes e suspendeu a audiência sem anunciar uma decisão. Segundo os advogados, há expectativa de um "desfecho" entre 24 e 48 horas após o encerramento da sessão. No entanto, a Justiça italiana não se manifestou oficialmente sobre o prazo.
Na tentativa de conseguir a soltura da deputada, a defesa argumentou que o Brasil não apresentou um pedido formal de prisão preventiva. Apesar disso, a Corte Suprema da Itália já reconheceu que a inclusão de um nome na lista vermelha da Interpol, como é o caso de Zambelli, equivale a uma solicitação internacional de prisão, conforme previsto no artigo 13,2 do tratado de extradição entre Brasil e Itália.
Em audiência anterior, marcada por uma alegação de mal-estar por parte da deputada, uma perícia médica foi conduzida com profissionais indicados pela defesa e pelo governo brasileiro. Ambos concluíram que a parlamentar tinha condições clínicas de permanecer detida, embora apresentasse sintomas de depressão. "Nós da defesa estamos muito otimistas, já que ela não representa nenhum risco de fuga, além de toda a parte médica, que ela necessita uma atenção especial", afirmou o advogado Fabio Pagnozzi após a audiência.