Cão comunitário é alvo de ataques brutais em Caxias do Sul
Em um dos ataques, animal foi atingido por pedras que teriam sido arremessadas por três adolescentes
Um cão comunitário foi alvo de duas agressões em um intervalo de apenas três dias em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. O animal, conhecido pelos moradores como Spike, foi atacado em episódios distintos na última semana, mobilizando a Polícia Civil e órgãos de proteção ambiental do município.
O primeiro ataque ocorreu na noite de quarta-feira (1º), quando o cão foi agredido com um pedaço de madeira cravejado de pregos. Três dias depois, no sábado (4), Spike voltou a sofrer maus-tratos, desta vez sendo atingido por pedras que teriam sido arremessadas por três adolescentes. Até o momento, as autoridades não confirmaram se existe ligação entre os dois atos de violência ou se foram ações isoladas.
Após os ataques, o animal foi prontamente resgatado pelo Departamento de Proteção Animal da prefeitura e encaminhado ao Hospital Veterinário da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Apesar da gravidade das agressões e da natureza dos instrumentos utilizados nos ataques, os veterinários informaram que Spike apresenta quadro estável e não corre risco de morte, seguindo sob observação e tratamento para os ferimentos.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para identificar os responsáveis pelos ataques. Imagens de câmeras de monitoramento da região podem auxiliar na localização dos suspeitos, que ainda não foram encontrados. A legislação brasileira prevê penas severas para o crime de maus-tratos a animais, especialmente quando envolve cães e gatos, podendo resultar em reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda.
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