Brasileira morta pelo filho em Portugal: família faz Vakinha para trazer corpo e filha ao Brasil
Gabriela Barbosa, de 33 anos, foi morta em Oeiras; campanha criada pela irmã busca R$ 40 mil para custear vakinha traslado do corpo e ajudar a trazer a filha de 4 anos para Osasco A família de Gabriela Barbosa, brasileira de 33 anos morta em Portugal, enfrenta agora uma corrida para trazer de volta ao Brasil não apenas o corpo da mulher, mas também a filha mais nova, de 4 anos
A família da brasileira Gabriela Barbosa, de 33 anos, morta pelo próprio filho de 15 anos em Portugal, criou uma vaquinha virtual de R$ 40 mil para custear o traslado de seu corpo para Osasco (SP). A campanha também visa financiar o retorno da filha da vítima, de 4 anos, para que ela fique sob a guarda dos avós maternos no Brasil. O adolescente foi apreendido após sufocar a mãe durante uma discussão no apartamento onde moravam em Oeiras, em meio a um histórico familiar recente de violência.
Gabriela Barbosa, de 33 anos, foi morta em Oeiras; campanha criada pela irmã busca R$ 40 mil para custear vakinha traslado do corpo e ajudar a trazer a filha de 4 anos para Osasco
A família de Gabriela Barbosa, brasileira de 33 anos morta em Portugal, enfrenta agora uma corrida para trazer de volta ao Brasil não apenas o corpo da mulher, mas também a filha mais nova, de 4 anos.
Natural de Osasco, na Grande São Paulo, Gabriela vivia em Oeiras, na região de Lisboa, desde 2024. Ela foi morta dentro do apartamento onde morava com os dois filhos. O adolescente, de 15 anos, foi apreendido sob suspeita de ter cometido o crime após uma discussão. Segundo as autoridades portuguesas, ele teria sufocado a mãe com um golpe conhecido como "mata-leão".
Diante da tragédia, a irmã de Gabriela, Gilmara de Paula Barbosa, criou uma Vakinha com meta de R$ 40 mil. Até o momento, a campanha arrecadou cerca de R$ 7 mil.
O objetivo é ajudar a família com os custos da vakinha traslado do corpo de Gabriela para Osasco e com as despesas necessárias para que a filha mais nova possa deixar Portugal e voltar ao Brasil, onde deverá ficar sob os cuidados dos avós maternos.
Uma vida construída longe de casa
Gabriela chegou a Portugal em fevereiro de 2024, acompanhada dos dois filhos. O marido já havia se mudado para o país meses antes.
Nas redes sociais, ela contou que a busca por mais segurança, qualidade de vida e melhores oportunidades de educação para os filhos esteve entre os motivos que a levaram a deixar o Brasil.
"Me mudei pela qualidade de vida, segurança e ensino", afirmou em uma publicação.
A brasileira também compartilhava momentos da adaptação da família ao novo país e falava sobre as saudades que sentia dos familiares que haviam ficado no Brasil.
Em uma reflexão sobre seu primeiro ano em Portugal, Gabriela escreveu que viveu momentos difíceis e chegou a pensar em desistir da mudança, mas encontrou forças para continuar.
Meses marcados por violência
Os últimos meses da vida de Gabriela foram especialmente conturbados.
Segundo informações divulgadas pela imprensa portuguesa e brasileira, o marido dela estava preso por violência doméstica. O filho adolescente também havia procurado autoridades para relatar episódios de agressão envolvendo a mãe e a irmã mais nova. O caso era acompanhado por órgãos portugueses de proteção a menores.
Essas informações fazem parte do contexto investigado pelas autoridades e não diminuem a complexidade da tragédia que atingiu a família.
Na noite do crime, Gabriela e os dois filhos estavam no apartamento em Oeiras. Após uma discussão, o adolescente teria aplicado o golpe que provocou a morte da mãe.
Ele permaneceu no imóvel durante o dia seguinte e se entregou à polícia posteriormente. Por ter 15 anos, o adolescente não responde pelo caso pelo sistema penal comum português, mas está sujeito a medidas tutelares educativas.
Filha de 4 anos está longe da família brasileira
Além de lidar com a morte de Gabriela, os familiares precisam resolver a situação da filha mais nova.
A menina, de apenas 4 anos, estava no apartamento no momento do crime e atualmente está sob os cuidados de uma amiga da mãe, segundo as informações divulgadas sobre o caso. Familiares brasileiros tentam viabilizar o retorno dela ao Brasil.
Para os avós maternos, o desejo é que a criança possa deixar Portugal e encontrar no Brasil o acolhimento da família que ficou do outro lado do oceano.
É por isso que o traslado do corpo e o retorno da menina estão ligados na mobilização criada pela família.
Família pede ajuda para trazer Gabriela para casa
Na descrição da Vakinha, Gilmara conta que Gabriela foi uma mulher "guerreira e batalhadora" e pede ajuda para que a família consiga enfrentar os custos que surgiram após a tragédia.
"A família precisa trazer o seu corpo para Osasco e trazer a sua filha para que os avós maternos cuidem dela."
A meta é arrecadar R$ 40 mil, mas, até agora, pouco mais de R$ 7 mil foram reunidos.
O valor arrecadado será utilizado pela família para os procedimentos relacionados ao traslado e para ajudar na logística necessária para o retorno da criança ao Brasil.
A família também busca apoio para que a campanha alcance mais pessoas.
Uma família tentando reconstruir o que restou
A morte de Gabriela aconteceu a milhares de quilômetros de Osasco, onde estão seus familiares.
Agora, enquanto as circunstâncias do crime seguem sendo tratadas pelas autoridades portuguesas, a família precisa lidar com uma realidade prática e dolorosa: trazer Gabriela de volta para casa e garantir que a filha pequena possa voltar a viver perto dos avós.
E, para quem não puder doar, o compartilhamento da campanha também pode fazer a história chegar a alguém que consiga ajudar.
Depois de perder Gabriela de uma forma tão brutal e tão longe de casa, a família agora tenta fazer com que ela atravesse o oceano pela última vez — e que a filha possa fazer o mesmo, mas para encontrar o abraço dos avós.
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