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Polícia tenta prender entregadores suspeitos de linchar ciclista em Copacabana

Segundo a Polícia Civil, Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva participaram das agressões que mataram Cláudio Rafael Landeiro

21 ago 2026 - 12h19
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Resumo
A Polícia Civil do Rio busca prender dois entregadores suspeitos de espancar até a morte o ciclista Cláudio Rafael Landeiro, em Copacabana. A vítima, que tinha dificuldades de fala e problemas psiquiátricos, foi linchada após ser falsamente acusada de furtar a bicicleta da irmã. Dois seguranças envolvidos no crime já foram presos. A investigação trata o caso como homicídio triplamente qualificado e também apura a atuação de segurança clandestina na região.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou dois entregadores suspeitos de participar do linchamento que matou o ciclista Cláudio Rafael Landeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. A Justiça autorizou a prisão temporária de Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva.

Polícia tenta prender entregadores suspeitos de linchar ciclista em Copacabana
Polícia tenta prender entregadores suspeitos de linchar ciclista em Copacabana
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

Até a última atualização da reportagem, os dois ainda não haviam sido localizados. Segundo a 12ª DP (Copacabana), Felipe e Ailton são os homens que aparecem nas imagens usando mochilas de entrega enquanto espancam Cláudio. O segurança Davi Santos Machado também aparece nas agressões.

Outros dois seguranças já foram presos. A investigação ainda apura a atuação clandestina dos profissionais que faziam a segurança de estabelecimentos comerciais na região.

Como começou a agressão ao ciclista

Segundo o delegado Ângelo Lages, o episódio começou na Rua Barata Ribeiro. Um segurança abordou Cláudio depois de desconfiar que a bicicleta que ele utilizava poderia ser roubada. A vítima tinha problemas psiquiátricos e dificuldades de fala. Por isso, segundo a investigação, não conseguiu explicar que a bicicleta pertencia à irmã.

"O crime começou na Barata Ribeiro, um segurança começou a interrogar de quem seria a bicicleta e ele, com dificuldades de fala, não conseguiu explicar que a bicicleta era da irmã. Depois chega um segundo segurança e tira a bicicleta da posse dele e começa a agressão", afirmou o delegado.

Na sequência, Cláudio deixou o local e foi até a Rua Felipe de Oliveira, onde se sentou na entrada de um prédio. Foi nesse momento que os dois entregadores teriam se juntado à agressão.

"Depois, ele sai dali e vai para a Rua Felipe de Oliveira e senta na porta de um prédio. Ali chegaram dois entregadores e novamente aparece o segurança Davi com um porrete e começam a agredi-lo de forma bárbara. Os seguranças já foram identificados, para fecharmos a investigação por completo só falta identificarmos os entregadores", completou Lages.

Câmeras registraram o linchamento

Câmeras de segurança registraram parte das agressões. Nas imagens, três homens cercam Cláudio. Dois deles carregam mochilas de entrega. O terceiro segura uma vareta usada para atingir a vítima. Segundo a investigação, foram desferidos pelo menos 30 golpes. Os homens também aparecem dando socos e chutes até que Cláudio cai na calçada. O ciclista foi socorrido e levado para atendimento médico, mas morreu posteriormente em decorrência de um traumatismo craniano.

O delegado classificou o caso como extremamente grave. "Um crime hediondo, um homicídio triplamente qualificado com crueldade e motivo fútil, sem possibilidade de defesa da vítima", afirmou.

Dois seguranças estão presos

Além dos dois entregadores procurados, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos, foram presos. Jorge se apresentou na delegacia na quinta-feira. Na chegada, foi confrontado pela irmã de Cláudio. "Gostou de matar meu irmão? Gostou de matar meu irmão?", repetiu ela. O segurança não respondeu e entrou na delegacia.

Segundo a Polícia Civil, Jorge não participou diretamente das agressões. A investigação aponta, contudo, que ele segurou a bicicleta de Cláudio e também o porrete utilizado durante o ataque. Em depoimento, Jorge afirmou que tentou impedir Davi de continuar as agressões. Davi, por sua vez, se entregou no início da noite na 53ª DP (Mesquita). Segundo o delegado Ângelo Lages, quatro homens participaram do episódio. Três deles teriam agredido diretamente a vítima.

Além do homicídio, a Polícia Civil investiga se os seguranças exerciam ilegalmente a profissão.

Perfil Brasil
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