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Brasil

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Vitória de Lula é destaque em jornais da Europa

26 out 2026 - 10h47
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Resumo
A vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro na eleição presidencial ganhou ampla repercussão na imprensa europeia, sendo classificada como uma reviravolta histórica e um alívio para a democracia. Veículos da Alemanha, França, Reino Unido e outros países destacaram o clima tenso da apuração, as celebrações nas ruas e o apoio de líderes internacionais, ressaltando também a recusa de Bolsonaro em aceitar o resultado sob a alegação de irregularidades na extensão do horário de votação.

Sites dos principais jornais europeus também destacam "caos" na apuração e recusa de Flávio Bolsonaro em reconhecer resultado.A eleição presidencial no Brasil, com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), é o principal assunto nos sites de alguns dos maiores jornais da Europa na manhã desta segunda-feira (26/10).

Na Alemanha, o Süddeutsche Zeitung destaca que Lula venceu, mas que Flávio Bolsonaro não aceitou o resultado. "Um tribunal decidiu, no próprio dia da eleição e a pedido de Lula, que os centros de votação ficassem abertos por mais tempo. A grande questão agora é que consequências isso terá. Bolsonaro exige a anulação", escreve o diário de Munique.

Ao lado, um texto opinativo do correspondente do jornal no Brasil, Jan Heidtmann, intitulado Lula é um vencedor fraco, afirma que "é uma sorte para o Brasil e para o resto do mundo que o candidato da ultradireita Flávio Bolsonaro tenha perdido estas eleições presidenciais", ao mesmo tempo em que questiona se "um quarto mandato do vencedor, Lula, fará de fato bem ao país".

O portal de notícias Tagesschau, da emissora pública alemã ARD, também destaca a vitória de Lula e a negativa de Flávio Bolsonaro de reconhecer o resultado da eleição. O texto ressalta ainda que "milhares festejaram a vitória de Lula nas ruas", que "Lula se posicionou contra Trump na campanha eleitoral" e que o presidente reeleito terá que lidar com uma direita fortalecida no Congresso Nacional.

Num segundo texto, Uma noite entre a euforia e a falta de confiança, o Tagesschau foca na festa dos apoiadores de Lula, que "celebram a vitória eleitoral como um triunfo da democracia". Mas, observa o texto da correspondente Anne Herrberg, "enquanto uns respiram aliviados, outros alertam para a batalha política que está apenas começando".

Recusa de Flávio em reconhecer resultado

A eleição brasileira também é destaque na capa do Frankfurter Allgemeine Zeitung, que afirma que "a vitória histórica de Lula pode ter desdobramentos". O jornal conservador afirma que "o presidente do Brasil conquista a reeleição após uma mobilização sem precedentes", mas observa que o derrotado nas urnas, Flávio Bolsonaro, não reconhece a derrota e considera inaceitável "o que aconteceu hoje", numa referência à extensão do prazo de votação pela Justiça.

Na França, o jornal Le Monde noticia que, "para surpresa geral, Lula é reeleito presidente do Brasil ao fim de uma mobilização massiva e de um escrutínio caótico". O jornal destaca ainda as mensagens de parabenização de líderes europeus, como Emmanuel Macron e Pedro Sánchez.

Na Espanha, o El País também noticia em sua capa a vitória de Lula e destaca ainda que, enquanto a esquerda latino-americana celebra o "Pelé do progressismo", a direita deixa Flávio Bolsonaro reclamando sozinho.

Em Portugal, o jornal Público afirma que "Lula da Silva [foi] reeleito presidente pela quarta vez em dia de nervos e caos". O diário português escreve que "Lula conseguiu uma reviravolta que até há poucos dias parecia impossível" e que o "prolongamento do horário de votação criou situação confusa e pode dar argumentos para quem quiser pôr em causa resultados".

Na seção opinativa, sob o título A democracia sobreviveu, o colunista Manuel Carvalho afirma que "o regresso do clã Bolsonaro ao Brasil seria mais um passo na deriva do mundo para a imbecilidade, a venalidade e a supressão das liberdades".

No Reino Unido, o jornal The Guardian afirma que "o presidente de esquerda Lula protagoniza uma reviravolta sem precedentes depois de perder por pouco no primeiro turno para Flávio Bolsonaro".

Na Suíça, o Neue Zürcher Zeitung (NZZ) diz que, "com uma reviravolta espetacular, o social-democrata Lula derrotou seu adversário de direita, Flávio Bolsonaro", que "quer anular o resultado".

Na Itália, o jornal La Repubblica analisa o impacto internacional da vitória de Lula, observando que "os Estados Unidos, sob a influência de Trump, estavam prestes a fincar mais uma bandeira na América Latina", o que não se concretizou.

as/cn (OTS)

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