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Psoríase vai além da pele e pode comprometer a saúde física e emocional

A psoríase é frequentemente reconhecida pelas manchas avermelhadas e placas com descamação na pele, mas seus efeitos podem ir muito além das manifestações visíveis. A doença inflamatória crônica está associada a problemas articulares, alterações cardiovasculares e impactos importantes na saúde emocional. No Dia Mundial da Psoríase, celebrado na quinta-feira (29/10), a Sociedade Brasileira de Dermatologia […]

26 out 2026 - 08h59
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Resumo
A psoríase é uma doença inflamatória crônica e não contagiosa que afeta 2% da população mundial e vai além das lesões na pele. Segundo a SBD-RS, a condição pode desencadear artrite psoriásica, problemas cardiovasculares e severos abalos emocionais decorrentes do preconceito. Embora não tenha cura, avanços em medicamentos imunobiológicos e tratamentos individualizados já permitem controlar as crises, eliminar quase totalmente os sintomas e devolver o bem-estar e a qualidade de vida aos pacientes.

A psoríase é frequentemente reconhecida pelas manchas avermelhadas e placas com descamação na pele, mas seus efeitos podem ir muito além das manifestações visíveis. A doença inflamatória crônica está associada a problemas articulares, alterações cardiovasculares e impactos importantes na saúde emocional. No Dia Mundial da Psoríase, celebrado na quinta-feira (29/10), a Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) chama a atenção para a importância do diagnóstico, do acompanhamento médico e do combate ao preconceito que ainda atinge quem convive com a condição.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a psoríase afeta cerca de 2% da população mundial. Apesar de não ser contagiosa, a doença ainda desperta dúvidas e provoca situações de discriminação. Para o presidente da SBD-RS, Dr. Juliano Peruzzo, a falta de informação é um dos principais obstáculos enfrentados pelos pacientes.

"A psoríase ainda é cercada por muito preconceito. Algumas pessoas acreditam que ela seja contagiosa, o que não é verdade. Como as lesões podem chamar a atenção, muitos pacientes acabam enfrentando dificuldades nas relações sociais e até mesmo no ambiente de trabalho. Precisamos ampliar o conhecimento sobre a doença e mostrar que ela vai muito além da pele", explica.

Riscos para a saúde exigem atenção

Uma das principais condições associadas à psoríase é a artrite psoriásica, caracterizada pela inflamação das articulações, que pode provocar dor, rigidez e limitações nos movimentos. Além disso, pessoas com a doença apresentam maior risco de desenvolver hipertensão arterial, diabetes, obesidade e problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

O presidente da SBD-RS ressalta que essas associações reforçam a necessidade de uma avaliação médica abrangente, que considere não apenas as manifestações cutâneas, mas também outros aspectos da saúde.

"Hoje sabemos que os pacientes com psoríase apresentam maior risco cardiometabólico. Por isso, o acompanhamento não pode ficar restrito às lesões. É importante observar possíveis doenças associadas e oferecer um cuidado que considere o paciente como um todo", destaca.

Impacto emocional também influencia o tratamento

A extensão das lesões nem sempre corresponde à intensidade do sofrimento provocado pela psoríase. Mesmo quando pequenas áreas do corpo são afetadas, a condição pode interferir na autoestima, nos relacionamentos pessoais, na intimidade e na vida profissional.

Esse comprometimento da qualidade de vida passou a ter um peso cada vez maior nas decisões médicas. Em determinadas situações, o impacto emocional pode justificar a indicação de tratamentos sistêmicos, que atuam no organismo, mesmo quando a área atingida é limitada.

"Não podemos avaliar a gravidade da psoríase apenas pela quantidade de pele comprometida. Existem pacientes com poucas lesões, mas com um sofrimento emocional muito importante. O tratamento precisa considerar essa realidade e buscar a recuperação da qualidade de vida", observa o dermatologista.

Avanços permitem controle cada vez maior da doença

Embora a psoríase não tenha cura os avanços terapêuticos das últimas décadas transformaram as perspectivas para quem convive com a condição. Novas medicações, incluindo tratamentos imunobiológicos, permitem alcançar uma redução expressiva das lesões e, em muitos casos, uma pele completamente ou quase completamente livre das manifestações da doença.

"Há alguns anos, conseguir uma pele livre de lesões era uma realidade para uma parcela menor dos pacientes. Hoje, com os tratamentos disponíveis, conseguimos resultados muito mais expressivos. Isso representa não apenas uma melhora na aparência, mas também a possibilidade de recuperar a confiança, o bem-estar e a qualidade de vida", salienta o Dr. Juliano Peruzzo.

O controle da psoríase exige acompanhamento contínuo, já que a doença pode apresentar períodos de melhora e de agravamento. Fatores como estresse emocional podem contribuir para o surgimento ou a intensificação das manifestações, tornando importante uma abordagem individualizada.

Diante de lesões persistentes, descamação ou outros sinais suspeitos, a orientação é procurar um médico dermatologista. Os profissionais habilitados podem ser consultados no site http://www.sbdrs.org.br/.

*Com a informação SBDRS/Assessoria

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