'Urna não aceita voto de argentino e americano', diz Alckmin
Vice-presidente discursou em convenção que oficializou candidatura de Lula
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ironizou neste domingo (2), durante a convenção nacional do PT, em São Paulo, as supostas tentativas dos mandatários da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, de interferir nas eleições no Brasil em benefício do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em seu discurso no evento que oficializou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, Alckmin, que mais uma vez será vice na chapa, criticou os recorrentes questionamentos do bolsonarismo à lisura das urnas eletrônicas, que foram tema de uma reunião de Flávio com embaixadores estrangeiros em julho.
"Quem não acredita no voto popular não deveria nem ser candidato a presidente. A descrença nas urnas é cheiro de derrota, e a urna é tão competente que não aceita voto de argentino e americano", declarou o vice-presidente, arrancando aplausos da multidão reunida no Expo Center Norte.
"Se nossos adversários, perdendo as eleições, tentaram um golpe de Estado e tinham como projeto matar aqueles que foram eleitos pelo povo, imagine se tivessem ganhado as eleições", acrescentou Alckmin, em referência à trama golpista que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à prisão.
Em seu discurso, o vice também elogiou o "entusiasmo e a energia" de Lula, seu antigo rival político, e reiterou o "compromisso de trabalhar juntos em benefício da população". "É Lula com chuchu", finalizou Alckmin, em uma brincadeira com seu apelido de "picolé de chuchu". .
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