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Um ano depois, família de protetor de terra na Amazônia afirma que nada mudou

1 nov 2020 - 14h32
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Por Zoe Tabary

(Thomson Reuters Foundation) - Madeireiros ilegais estão operando sem controle na Amazônia brasileira em meio à pandemia do coronavírus, apesar do governo ter prometido agir depois que um ativista pró-terras indígenas foi morto há exatamente um ano tentando proteger a floresta, afirmou o primo da vítima.

Paulo Paulino Guajajara, ou Lobo, estava caçando no dia 1º de novembro de 2019 dentro da reserva da Araribóia, no Maranhão, quando foi atacado e baleado na cabeça. Seu primo, Laércio Guajajara, foi ferido mas escapou com vida.

Lobo e Laércio faziam parte de um grupo de 120 voluntários indígenas Guajajara, conhecidos como "Guardiões da Floresta", que patrulham áreas protegidas da maior floresta tropical do mundo, queimando acampamentos e madeira de madeireiros ilegais.

"O governo disse que protegeria nossas terras, mas nada mudou. O desmatamento continua", disse Laércio à Thomson Reuters Foundation por telefone, solicitando que sua localização não seja revelada por motivos de segurança.

"Um ano depois da morte de Lobo, ninguém ainda foi preso."

O desmatamento na Amazônia atingiu seu ápice nos últimos 11 anos em 2019, com defensores do meio ambiente e cientistas culpando as políticas do presidente direitista Jair Bolsonaro que reverteu proteções ambientais e apelou para o desenvolvimento florestal.

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