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UE diz que fortalecimento de relações com Brasil depende de combate a desmatamento

País precisa voltar-se a tema para garantir papel na segurança alimentar global

2 out 2026 - 09h49
(atualizado às 10h11)
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Resumo
O chefe-adjunto da Delegação da União Europeia no Brasil afirmou que o fortalecimento das relações comerciais com o bloco depende do empenho do país no combate ao desmatamento. Apesar de avanços recentes, como a alta na exportação de café e a liberação de frango e mel, a carne bovina ainda enfrenta barreiras sanitárias pelo uso indevido de antimicrobianos. Para o diplomata, o Brasil deve manter compromissos ambientais para assegurar seu papel na segurança alimentar e valorizar sua bioeconomia.

O chefe-adjunto da Delegação da União Europeia no Brasil, Jean-Pierre Bou, reforçou que o país precisa manter seus empenho no combate ao desmatamento "se quiser consolidar as relações comerciais com a UE e fortalecer seu papel na segurança alimentar global".

Brasil precisa manter compromissos no combate ao desmatamento, diz Bou
Brasil precisa manter compromissos no combate ao desmatamento, diz Bou
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração, citada pelo Infomoney, foi dada na quinta-feira (1°) durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF), em São Paulo. Bou destacou os avanços no comércio com o país após a conclusão do acordo UE-Mercosul, embora tenha reconhecido que ainda existam certos obstáculos.

Entre os sinais positivos, o diplomata citou o aumento das exportações brasileiras de café para o mercado europeu e a recente resolução de certas barreiras sanitárias que afetavam os embarques de carne de frango e mel.

Por outro lado, ele lembrou que ainda existem dificuldades em relação à carne bovina, cujas importações foram suspensas pela UE devido a supostas violações de normas sobre o uso de antimicrobianos proibidos ou reservados para a medicina humana.

Bou acrescentou que a resolução da questão demanda tempo, dado o ciclo de vida do gado, estimado em cerca de dois anos.

O representante europeu também frisou as indicações geográficas como uma área em que o acordo poderia fomentar novos fluxos comerciais, agregando valor a produtos locais vinculados a modelos de bioeconomia sustentável.

De acordo com Bou, o Brasil precisa garantir seu papel de segurança alimentar no mundo e evitar recuos nos compromissos assumidos no combate ao desmatamento. 

Ansa - Brasil
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