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Se Macron retirar "insultos", podemos conversar sobre ajuda à Amazônia, diz Bolsonaro

27 ago 2019
09h45
atualizado às 11h16
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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que pode conversar sobre a possibilidade de aceitar uma ajuda de ao menos 20 milhões de euros do G7 para combater queimadas na Amazônia, desde que o presidente francês, Emmanuel Macron, retire "insultos" que fez a ele.

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília
23/08/2019 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília 23/08/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Em entrevista a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro negou que o governo tenha decidido recusar a ajuda anunciada por Macron após reunião do G7, como afirmou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na segunda-feira.

"Eu falei isso? Eu falei? O presidente Bolsonaro falou?", indagou o presidente, quando questionado pelos repórteres.

"Primeiramente, o seu Macron tem que retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro ele me chamou de mentiroso. Depois, informações que eu tive, de que a nossa soberania está em aberto na Amazônia. Então, realmente, para conversar ou aceitar qualquer coisa da França, que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter que retirar essas palavras, daí a gente pode conversar", acrescentou.

Bolsonaro e Macron têm trocado farpas publicamente nos últimos dias por causa do aumento das queimadas na Amazônia, e o presidente francês chegou a falar da possibilidade de um status internacional para a floresta.

A guerra de palavras incluiu insultos a Macron por parte de ministros do governo Bolsonaro, além do presidente ter endossado uma publicação em rede social ofensiva à primeira-dama francesa, Brigitte Macron.

O líder francês, por sua vez, disse que Bolsonaro mentiu durante encontro que teve com ele no G20 e afirmou esperar que os brasileiros tenham rapidamente um presidente que se comporte à altura do cargo.

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