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Saúde sugere que País não deve investir em vacina da Pfizer

Imunizante "ideal" deveria poder ser ministrada em dose única e ser transportada e armazenada em temperaturas entre 2 e 8 graus Celsius

1 dez 2020
14h12
atualizado às 14h16
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O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou nesta terça-feira que o ideal seria contar com uma vacina contra a covid-19 que, além de alta eficácia e baixo custo de produção, possa ser ministrada em dose única e ser transportada e armazenada em temperaturas entre 2 e 8 graus Celsius.

Frascos rotulados como de vacina para Covid-19 ao lado de seringa em foto de ilustração
10/04/2020 REUTERS/Dado Ruvic
Frascos rotulados como de vacina para Covid-19 ao lado de seringa em foto de ilustração 10/04/2020 REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

Segundo ele, o desejo é que "idealmente ela (a vacina) seja feita de dose única", ainda que reconheça que "talvez isso não seja possível".

"Mas que ela seja fundamentalmente termoestável por longos períodos em temperaturas de 2 a 8 graus", afirmou ele.

Medeiros explicou que a rede de frios do país conta com uma estrutura que oferece essa faixa de temperatura.

A farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou que a vacina que vem desenvolvendo tem alta eficácia, baixo custo de fabricação e a facilidade de ser transportada e armazenada em temperaturas normais de geladeira. A da Pfizer, por outro lado, que mantém negociações com o governo brasileiro, precisa ser transportada e armazenada a -70 graus Celsius.

A chinesa CoronaVac, por sua vez, pode ser armazenada em temperatura de geladeira de 2 a 8 graus Celsius e pode permanecer estável por até três anos.

Medeiros adiantou nesta terça-feira que a câmara técnica coordenada pelo Ministério da Saúde, formada por uma série de representantes da comunidade científica e médica, deve apresentar nesta tarde o resultado de estudos e levantamento de dados em torno de eixos principais. Essas informações serão utilizadas pela pasta para a construção do plano de operacionalização da imunização contra o coronavírus.

"Portanto, o que queremos de uma vacina? Qual o perfil da vacina desejado? Que ela confira proteção contra a doença grave e moderada, que ela tenha elevada eficácia, que ela tenha segurança, que ela seja capaz de fazer uma indução da memória imunológica", disse, acrescentando que busca-se também, que ela tenha possibilidade de uso em diversas faixas etárias e grupos populacionais.

Sobre o plano nacional de operacionalização da vacinação contra a Covid-19, lembrou que ele só estará definitivamente pronto a partir do registro de vacina na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Hoje à tarde, às 14h, esses especialistas (da câmara técnica) vão se reunir para apresentar os seus estudos, o trabalho prévio que foi produzido, para que ao final do dia de hoje, a partir de hoje nós tenhamos um consolidado de todos os estudos dos diversos eixos para que, a partir daí, nós possamos ter o esboço, o plano propriamente dito, a construção final do plano propriamente dito", disse o secretário.

Ele afirmou ainda que deverão ser levados em conta na definição do plano dados epidemiológicos, os grupos prioritários, como os idosos, além aqueles mais expostos ao vírus, como profissionais de saúde.

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