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Rio celebra missa em memória das vítimas de incêndio em Santa Maria

2 fev 2013 - 16h01
(atualizado às 16h02)
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A Arquidiocese do Rio de Janeiro celebrou neste sábado aos pés do Cristo Redentor, no Corcovado, zona sul da cidade, uma missa em memória dos jovens que morreram na tragédia ocorrida na madrugada do último domingo na cidade gaúcha de Santa Maria. A Boate Kiss pegou fogo, causando a morte de mais de 230 pessoas, a maioria estudantes de faculdades da região.

<strong>Andressa Inaja de Moura Ferreira</strong> estudava Medicina Veterinária na Universidade Federal de Santa Maria. Representou a cidade de Santa Rosa no concurso Garota Verão em 2011
Andressa Inaja de Moura Ferreira estudava Medicina Veterinária na Universidade Federal de Santa Maria. Representou a cidade de Santa Rosa no concurso Garota Verão em 2011
Foto: Facebook / Reprodução

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A missa foi celebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, e contou com a presença de centenas de turistas de várias nacionalidades, que aproveitavam o domingo de sol para conhecer o Cristo Redentor e apreciar uma das mais belas paisagens do mundo.

Entre os presentes estavam a chefe de Polícia Civil, Marta Rocha, e o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, que representou o governador Sérgio Cabral. Ele aproveitou para fazer um alerta sobre a forma como vem sendo encarada a questão da segurança nos espaços públicos de diversão existentes na cidade.

INCÊNDIO EM SANTA MARIA

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"Eu acho que é preciso aproveitar este momento de dor para que as autoridades responsáveis possam sentar e colocar em prática a legislação já existente e que é muito boa. Mas eu acho que se precisa fundamentalmente de duas coisas: mecanismos e maneiras de fiscalizar todos os estabelecimentos públicos do Rio de Janeiro e os eventos aqui realizados e, fundamentalmente, levar em consideração possíveis flexibilizações de forma que sejamos racionais e que possamos utilizar esses mecanismos existentes para preservar a segurança das pessoas."

Acompanhado da família, Beltrame, que nasceu e viveu boa parte da vida em Santa Maria, disse que a celebração da missa foi uma forma de prestar uma homenagem às vitimas da tragédia do último domingo. "A missa foi uma maneira que o Rio de Janeiro, o Brasil e o mundo - porque há também aqui pessoas do mundo inteiro e também de outras partes do país - encontraram para prestar solidariedade e homenagear esses jovens que se foram tão cedo. Espero que os exemplos e a alegria deixados por esses jovens sirvam de força para que a cidade continue com a sua vocação de ser um centro cultural de referência para todo o País".

Para dom Orani Barbosa, nada mais justo que o Rio de Janeiro - que neste ano de 2013 é considerada a cidade da juventude, porque em meados do ano vai sediar a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), - preste uma homenagem às vitimas da tragédia de Santa Maria.

"É importante esta solidariedade que está sendo prestada neste momento, neste local, que também marca a Jornada Mundial da Juventude, cujo símbolo tem um redentor no coração. Então é importante nos colocarmos junto com todo o Brasil ao lado dos famílias desses jovens de Santa Maria. Cabe ressaltar também, neste momento de muita dor, os gestos de solidariedade e de heroísmo que pudemos presenciar no momento da tragédia e que tantas vidas conseguiram salvar."

A missa em memória dos que morreram na tragédia de Santa Maria foi celebrada com a participação do padre Antonello Sio, da Diocese de Palestrina, na Itália, que recebeu das mãos de dom Orani uma imagem de Nossa Senhora da Aparecida, padroeira do Brasil, e uma miniatura do Cristo Redentor.

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Sphor, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffman, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Agência Brasil Agência Brasil
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