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Ramagem: "Relatório da Abin sobre Flávio Bolsonaro é falso"

Em vídeo publicado no Twitter na noite de terça-feira, diretor da agência disse que o relatório não foi produzido nas dependências do órgão

7 abr 2021 16h45
| atualizado às 17h12
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O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, afirmou que uma sindicância interna do órgão concluiu que um servidor confeccionou um relatório falso e repassou para a imprensa em um caso que envolvia o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

16/07/2019
REUTERS/Adriano Machado
16/07/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Reportagem publicada pela revista Época citou que teria havido a confecção de um relatório de inteligência dentro da Abin para orientar a defesa de Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas. Ramagem foi implicado no episódio pela publicação.

Em vídeo publicado no Twitter na noite de terça-feira, Ramagem afirmou que o relatório não foi produzido nas dependências do órgão e acusou a imprensa de ter agido de má fé no caso, rechaçando envolvimento no caso.

"A constatação é a seguinte: parcela da imprensa, pequena, de má-fé constrói um método, cria um falso fato grave, sem qualquer comprovação ou fundamento, joga para difusão geral para uma condenação pública, execração pública, desacreditar a instituição e seus integrantes", disse.

O diretor-geral da Abin afirmou que o caso gerou uma série de procedimentos de apuração externos e internos e a Polícia Federal realizou buscas e apreensões contra o servidor a respeito do caso na terça-feira. A PF confirmou essas ações em nota divulgada nesta quarta.

Em nota, a Abin cita que a agência não seria autora dos relatórios para auxiliar a defesa do senador.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a quem a Abin está subordinado, divulgou nota em que citou também que a Corregedoria da agência afastou o servidor das funções e instaurou um processo disciplinar.

"Independentemente da condução do Inquérito pela Polícia Federal, serão adotadas medidas judiciais, criminais e cíveis, contra os responsáveis pelas notícias, que visavam a desmoralizar e atingir a credibilidade das duas Instituições e de seus servidores", informou a assessoria da GSI.

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