Porto Alegre reforça vacinação contra sarampo e mantém campanha até 30 de outubro
Público deve verificar a situação vacinal antes de receber as doses
Porto Alegre estendeu até 30 de outubro a campanha de vacinação contra o sarampo em todas as unidades de saúde, visando atualizar a caderneta de crianças, jovens e adultos até 59 anos, além de profissionais da área. Com coberturas abaixo da meta e mais de 1,6 mil doses já aplicadas, a intensificação busca conter os riscos de disseminação do vírus em meio ao registro de casos importados no Brasil e ao avanço da doença no exterior. Quem não comprovar a imunização deve regularizar o esquema vacinal.
Porto Alegre mantém até 30 de outubro uma campanha para ampliar a vacinação contra o sarampo. A ação, iniciada em 14 de setembro, busca atualizar a imunização de pessoas que não receberam as doses recomendadas ou estão com o esquema incompleto. O atendimento ocorre em todas as unidades de saúde da Capital.
A vacinação é feita de forma seletiva, conforme a idade e o histórico registrado na caderneta. Desde o início da campanha, já foram aplicadas 1.626 doses das vacinas tríplice viral e tetraviral, além de 34 ações de vacinação realizadas fora das unidades de saúde.
Para crianças de 12 meses a menores de cinco anos, o calendário prevê a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral ou a combinação da tríplice viral com a vacina contra varicela. Em Porto Alegre, a cobertura atual é de 88,17% para a primeira dose e 70,13% para a segunda.
Entre cinco e 29 anos, quem não estiver imunizado ou tiver o esquema incompleto deve iniciar ou completar as duas doses da tríplice viral, respeitando o intervalo de 30 dias. Para pessoas de 30 a 59 anos sem comprovação de vacinação contra o sarampo, é indicada uma dose.
Os trabalhadores da saúde precisam ter duas doses comprovadas da tríplice viral, independentemente da idade. Pessoas que não possuem registro de vacinação são consideradas não vacinadas.
A Secretaria Municipal de Saúde também mantém a vacinação contra o sarampo como parte da rotina da rede. A doença é altamente transmissível e pode ser transmitida antes mesmo do aparecimento dos sintomas, o que aumenta o risco de disseminação.
A intensificação ocorre em um cenário de circulação internacional do vírus. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, até 13 de junho de 2026, haviam sido confirmados 22.324 casos de sarampo em 17 países e territórios, com 38 mortes. No Brasil, foram registrados 24 casos importados no ano, todos em São Paulo.
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