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Política

Zema diz que vai 'privatizar tudo' se for eleito presidente do Brasil

No argumento do pré-candidato, as privatizações poderiam contribuir para a queda dos juros porque supostamente melhorariam a percepção de risco fiscal

3 mai 2026 - 14h06
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O pré-candidato a presidente da República e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo-MG) afirmou que, se eleito, vai privatizar todas as empresas estatais que ainda estão sob o controle da União. Segundo ele, a medida ajudaria a reduzir a taxa de juro no Brasil "de maneira mais rápida".

"Se eleito vou privatizar tudo. Isso vai provocar uma queda de juros muito rápida porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, revisão de benefícios sociais", afirmou em entrevista ao programa Canal Livre.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidência Romeu Zema foi entrevistado pela TV Estadão
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidência Romeu Zema foi entrevistado pela TV Estadão
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Hoje, a União ainda mantém o controle de estatais em áreas como energia, bancos, logística, tecnologia e serviços, entre elas Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Serpro, Dataprev, Telebras, Casa da Moeda, Embrapa e empresas ligadas ao setor nuclear, como a ENBPar e a Eletronuclear. Zema não detalhou a quais delas se refere.

No argumento de Zema, as privatizações podem contribuir para a queda dos juros porque melhorariam a percepção de risco fiscal. O efeito, porém, não é automático nem necessariamente rápido: desestatizações costumam levar tempo por dependerem de modelagem e, muitas vezes, de aprovação do Congresso e de disputas judiciais.

Zema afirmou que a privatização viria acompanhada de reforma administrativa, reforma previdenciária e revisão de benefícios sociais, mas também não detalhou quais regras seriam alteradas, quais carreiras seriam atingidas, nem quais programas ou despesas entrariam na revisão.

Estadão
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