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Política

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Zema diz que pretende fatiar Petrobras e Banco do Brasil para viabilizar privatização

Candidato do Novo à Presidência voltou a discutir a venda de estatais e reforçou que o atual cálculo do salário mínimo 'não muda' para trabalhadores, aposentados e beneficiários

25 ago 2026 - 12h55
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Resumo
O candidato Romeu Zema propõe fatiar estatais como Petrobras e Banco do Brasil antes de privatizá-las para estimular a concorrência, além de incluir o BNDES na lista e poupar a Caixa por seu papel social. O plano econômico inclui corte de gastos, critérios demográficos para repasses à saúde e educação, e a preservação de programas sociais. Para a previdência, Zema defende vincular a idade mínima futura à expectativa de vida, garantindo a correção inflacionária do salário mínimo.

O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta terça-feira, 25, dividir companhias estatais como a Petrobras e o Banco do Brasil "por áreas" para viabilizar o processo de privatização.

"Eu não vou vender o Banco do Brasil como ele está. Eu quero que o Banco do Brasil se transforme em três, quatro, cinco, para poder aumentar a concorrência", afirmou, sabatina promovida pela CBN e pelos jornais O Globo e Valor. O mesmo seria feito com a Petrobras, com "cada refinaria e cada região" tendo um operador.

Na entrevista, Zema incluiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na lista de eventuais privatizações, mas disse que a Caixa Econômica Federal ficará de fora. "A Caixa tem papel social, e não seria [privatizada]", disse.

Romeu Zema (Novo) defende privatizar e dividir a operação do Banco do Brasil e da Petrobras
Romeu Zema (Novo) defende privatizar e dividir a operação do Banco do Brasil e da Petrobras
Foto: Romeu Zema via Instagram / Estadão

Os recursos, de acordo com o ex-governador de Minas, seriam usados para melhorar a vida do brasileiro. Zema também citou aportes de fundos de pensão estatais no Banco Master como justificativa para desestatizar as companhias. "O setor público é capturado por esses escândalos", declarou.

Ele rebateu, no entanto, acusações de envolvimento da Cemig, empresa estatal mineira, nas investigações sobre o banco. "Pedi para o atual governador que investigue a fundo. E que a Receita apure e puna a sonegação. Sou totalmente favorável. Não quero que ninguém fique protegido."

Recursos para saúde e educação

Na entrevista, o ex-governador foi questionado sobre a desvinculação de receitas da União para as áreas de saúde e educação. O candidato defendeu mudanças no cálculo a partir de dados "demográficos" e critérios "técnicos".

"Temos cidades compostas majoritariamente por jovens e temos cidades de aposentados, onde só há pessoas maduras e idosos. Hoje é como se tivesse uma roupa universal para todos os brasileiros. Vai ficar apertado demais pra um e folgado demais para o outro", declarou.

Zema discutiu também a necessidade de uma reforma administrativa e de um corte de gastos no âmbito federal. Segundo ele , se não houver um corte de gastos, o "Brasil não se viabiliza".

"Temos taxa de juros real a 8% ,9%, que é a maior do mundo. Isso está fazendo com que brasileiros fiquem cada vez mais endividados. Oito a cada dez brasileiros na hora de comprar, moto, celular, ou qualquer bem de maior valor fazem isso financiado. Se juro está alto, significa prestações nas alturas", declarou.

Programas sociais e salário mínimo

Zema defendeu a necessidade de enfrentar fraudes em programas sociais, mas declarou que as políticas são "essenciais a serem mantidas."

O candidato disse ainda que vai aplicar a reposição inflacionária sobre o salário mínimo, caso seja eleito.

Segundo Zema, o atual cálculo do salário mínimo "não muda" para trabalhadores, aposentados e beneficiários de Benefício de Prestação Continuada (BPC). Ele afirmou ainda que "dependendo da situação financeira", é possível que o piso salarial seja reajustado acima da inflação.

Idade mínima de aposentadoria atrelada à expectativa de vida

O candidato do Novo defendeu que a idade mínima para aposentadoria deve variar de acordo com a expectativa de vida do País.

Ele afirmou que pretende manter o sistema atual, caso seja eleito, mas disse que é necessário aplicar um "gatilho" de acordo com a esperança de vida da população.

"Todo direito está adquirido. Quem recebe aposentadoria, vai continuar recebendo. [A mudança] é para quem estiver entrando no mercado de trabalho", disse.

Sem detalhar a proposta, ele afirmou que pretende aplicar um cálculo atuarial sobre o atual sistema previdenciário para que, "à medida que a expectativa de vida cresça, seja feita a devida correção."

Estadão
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