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Política

Valdemar diz que houve 'planejamento de golpe' no País, mas nega crime

Presidente do PL minimizou 8 de Janeiro e chamou condenação do STF de 'exagerada', mas disse que decisão deve ser respeitada

15 set 2025 - 16h56
(atualizado às 17h38)
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Resumo
Presidente do PL diz que atos de 8 de Janeiro foram “bagunça” e defende anistia para condenados O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou neste sábado, 13, que houve “planejamento de golpe” no Brasil, mas avaliou que isso não configura crime. Segundo ele, os atos de 8 de janeiro de 2023 representam o verdadeiro problema, classificado por ele como uma “bagunça”. As declarações foram dadas em Itu (SP), durante o Rocas Festival, em painel com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, mediado pelo deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos).
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, durante evento LIDE em Copacabana
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, durante evento LIDE em Copacabana
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu que houve um "planejamento de golpe" no Brasil. Segundo ele, no entanto, não se tratou de crime. Para o dirigente da legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que realmente pesa são os episódios de 8 de janeiro de 2023, que ele classificou como "bagunça".

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As declarações foram dadas no sábado, 13, no evento Rocas Festival, em Itu (SP), voltado ao setor de cavalos de luxo. Valdemar esteve em um painel ao lado do presidente do PSD, Gilberto Kassab, com mediação do deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos).

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse que condenação pelo STF é 'exagerada', mas deve ser respeitada.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse que condenação pelo STF é 'exagerada', mas deve ser respeitada.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

"De fato, houve um planejamento, mas nunca se concretizou. No Brasil, a lei diz: se você planejar um assassinato e não fizer nada, não há crime", disse Valdemar. "O mesmo vale para o golpe. O problema maior foram os acontecimentos do 8 de Janeiro, e o Supremo insiste em chamar aquilo de golpe. É um absurdo: pessoas com pedaço de pau, um bando de desordeiros quebrando coisas, e dizem que isso foi golpe", disse.

No encontro, o presidente do PL considerou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o núcleo crucial da tentativa de golpe como "exagerada", m

as afirmou que deve ser respeitada. "O grande problema é o seguinte: o Supremo decidiu, nós temos que respeitar. Mas o Supremo só está fazendo isso porque tem apoio do governo, o Lula está do lado deles. Então, esse é o grande problema que nós enfrentamos."

Ele voltou a defender a anistia e projetou que a direita deve conquistar ao menos 45 cadeiras no Senado nas eleições de 2026. "Nós vamos ter que chegar no poder o ano que vem, conseguir maioria no Senado e na Câmara. Nós vamos mudar esse quadro", acrescentou.

Na última quinta-feira, 11, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. Foi a maior pena entre os oito réus do núcleo central. Todos foram condenados pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

Durante o evento, Valdemar também disse acreditar que, se houver união de Jair Bolsonaro e dos governadores Ronaldo Caiado (União), de Goiás, Romeu Zema (Novo), Minas Gerais, Tarcísio de Freitas (Republicanos), São Paulo, e Ratinho Júnior (PSD), Paraná, o campo da direita pode vencer a disputa presidencial.

Ele avaliou que apenas Bolsonaro, Tarcísio ou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) teriam condições reais de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Valdemar, caberá a Bolsonaro definir o principal nome da chapa à Presidência.

Estadão
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